Outfit: já dá pra usar bermuda”

Eu amo o inverno e os dias frios. Mas confesso que chega um ponto da estação que eu não aguento mais usar as roupas para o frio. Mas nos últimos dias, depois de muita chuva no Rio Grande do Sul, as temperaturas subiram e o termômetro chega até a 30ºC. E, cá entre nós, isso já dá aquela vontade de usar uma bermuda.

Eu tenho um “causo” interessante sobre essa peça. Como trabalhei em redação durante quase quatro anos, não podia usar bermuda. Por isso, acabava nem comprando, principalmente porque ela costuma custar o mesmo que uma calça. Mas agora, na vida de freelancer, poderei investir em alguns modelos. As peças começaram a chegar às lojas e a vontade de já sair usando é grande.

Mas, chega de discurso e vamos ao outfit de hoje.

IMG_4647As bermudas masculinas passaram por muitas transformações nos últimos anos. Quem lembra daqueles modelos cargo, largos, compridos e com bolsos enormes nas laterais? Pois agora a modelagem está mais seca, curta e, muitas vezes, remetendo à alfaiataria.

Mesmo com as temperaturas mais elevadas, os dias ainda não estão quentes o suficiente para uma bermuda e uma camiseta. Por isso, optei por um cardigan mais leve para proteger do frio, principalmente porque o local onde eu trabalho é mais frio. Ele é listrado e minha peça preferida pra meia estação. Aliás, preparem-se, porque as listras devem ser must have do verão, com uma inspiração navy.

Eu não queria resgatar meus siders e mocassins do armário, então, optei por esse tênis, usado sem meia. Como tenho pernas mais curtas que o tronco, se usasse a meia, encurtaria a silhueta. Outra tendência super em alta é o uso da bermuda com botas (em breve devo fazer um post sobre isso).

IMG_4637Confesso que já fui mais fã dos óculos de sol redondos. Mas ultimamente tenho preferido os clássicos. No entanto, como esse outfit estava todo mais básico, decidi usar esse modelo de acetato preto. Ele é mais pesado e chama bastante atenção.

Como o calor deve ficar mais um pouquinho, vou acabar postando mais um look de meia estação com bermuda.

Créditos do outfit | Bermuda: Coca Cola Jeans | Camiseta e tênis: H&M | Óculos e cardigan: Zara |

Outfit: esporte + social

IMG_4468Há! Hoje é dia de outfit no blog. Estava com saudades de postar algo mais produzido, com mais informação para compartilhar. Há um tempo vejo a forte tendência de misturar roupas sociais com peças esportivas. Confesso que prezo pelo conforto na hora de me vestir, por isso, peças mais casuais fazem mais meu estilo. Por exemplo, se a camisa for justa demais, não fico com ela por muito tempo. Ou então, se o sapato machucar o meu pé, dificilmente volto a usar ele.

Por isso acho a ideia de unir dois estilos tão diferentes em um mesmo look algo incrível. Acho muito bacana usar roupas sociais, mas formal demais para a minha rotina. Assim como gosto muito de algumas peças esportivas, mas que ficam largadas demais se usadas com jeans e camiseta. Hoje, quando montei o outfit, decidi apostar na tendência. E não é que deu certo.

A camisa e a calça são um sport chic (ai, que termo brega), e dificilmente usaria elas juntas. Porém, quebrei o efeito business man com a jaqueta com inspiração náutica e o tênis.O sneaker branco está em alta desde o começo do ano e cada pouco ganha novas versões. É bacana justamente para quebrar a formalidade dos looks e, no verão, vai fazer dupla com bermudas de alfaiataria que eu pretendo comprar.

Essa calça, como eu já disse, é meu básico. Tanto que lavei ela no fim de semana (aproveitei que abriu um pouco de sol, depois de uma semana inteira de chuva) e já estou usando hoje. O casaco não é nada grosso. É daqueles perfeitos para dias com temperatura amena. Como sou apaixonado por listras, elas aparecem mais uma vez (e aparecerão muito mais no verão). Aliás, uma reclamação às marcas brasileiras: tenho visto pouco essa estampa. Na Europa, qualquer fast fashion tem camisetas, cardigans, casacos e afins com ela. É um print clássico, que podemos usar por anos sem parecer datados.

IMG_4507Por fim, acessorizei com um chapéu azul marinho de aba mais larga e um óculos de sol clássico que já tenho há um tempo. Achei um mix interessante de referências e estilos.

Créditos do outfit | Calça: Renner | Camisa: Ellus | Casaco: Bershka |  Tênis: Springfield | Chapéu: Maria Chapéu | Óculos: Chilli Beans

5 perguntas para se fazer antes de investir nas liquidações

SaleComeço este post me questionando: existem regras sobre as liquidações? Não acho que seja possível ditar um be-a-ba referente a esse assunto. Mas é possível fazermos questionamentos que facilitem na hora de uma compra acertiva. Me pego como parâmetro. Logo que comecei a comprar por conta própria (aquele momento, logo depois que começamos a trabalhar e não é mais a mãe que compra roupa pra nós), me jogava e comprava o que podia e não podia nas sales.

Mas, o tempo é o senhor da razão, e eu aprendi que nem sempre preço é tudo. Cansei de comprar peças que ficaram guardadas por um bom tempo. E agora, sempre que vou às compras nessa época, faço alguns questionamentos que acho válido compartilhar por aqui.

1 – Eu vou usar?
Fazer essa pergunta na hora da compra é mais do que essencial. As vezes vemos uma peça linda pendurada na arara, com um preço atrativo e a primeira coisa que pensamos é: vou comprar, porque está barato. Mas esse impulso pode ser ruim se levarmos em conta que talvez essa roupa não combine com outras que já temos e, talvez, nem faça nosso estilo. Comprar por comprar, ainda mais em tempos de crise, não está com nada. Consumo consciente em primeiro lugar.

2 – Eu desejei por muito tempo?
Sempre tem aquela peça que passamos a temporada inteira desejando, só que é muito cara. Se a sua torcida para que ela não vendesse foi forte o suficiente e ela continua na arara, e você tiver certeza de que irá usar, vale o investimento. Talvez ela não fique uma barganha, mas o desconto cai muito bem.

3 – Tem qualidade?
Não é porque pagamos barato que vamos tolerar roupa sem qualidade. Como saber se a roupa é boa? Quando pegamos um tecido de qualidade, reconhecemos. Analise também as costuras e os acabamentos. Eles precisam ser bem feitos. Com esses três fatores aliados, temos certeza de que a roupa durará muito tempo e o investimento será válido. Isto, aliás, deve ser regra para compras fora da liquidação. Quanto pior a roupa, mais lixo geramos e mais jogamos nosso dinheiro fora.

4 – É tendência passageira?
Cada temporada tem aquela tendência que não dura muito. Logo todo mundo enjoa e raramente ela “pega” na próxima estação. Geralmente as lojas dão descontos maiores nestas peças, porque sabem que elas tendem a ficar encalhadas no estoque. Antes de gastar nosso suado dinheirinho nelas, tenha certeza de que usará ela por muito tempo e que ela se encaixa em seu estilo. Porque se a roupa combinar com você, não tem época que ela não se enquadre bem, nem alta e baixa da moda.

5 – É uma candidata a “peça de família”?
Isso vale para aquelas peças bem mais caras. Por exemplo, um trench coat da Burberry, ou uma bolsa Chanel 2.55. Mesmo custando caro até mesmo na liquidação, elas passarão por gerações e gerações da sua família e, sem sombra de dúvidas, o preço será bem pago.Troque também o “peça de família” por “peça coringa”, aquela bate e usa de todos os dias e que tende a durar por muito tempo.

E ai, mais alguém tem uma dica bacana sobre liquidações para compartilhar? É só comentar.

Douglas na cozinha: bolo com queijo ralado

IMG_4009Ah, que delícia aquele cheirinho de bolo se espalhando pela casa, principalmente no inverno. E aquela sensação de quebrar regras quando contrariamos mãe e vó e comemos ainda quente? Algumas coisas só aprendemos a apreciar com a idade, não tem jeito! Nos últimos dias tenho me puxado bastante nos bolos que, aos poucos, postarei aqui.

No domingo, queria fazer um bolo, mas sem precisar esperar o mercadinho perto de casa abrir para comprar os ingredientes. Na busca por uma receita, encontrei esta no livro da Carolina Ferraz, Na Cozinha Com Carolina. O título original é “Bolo fim de tarde na casa de dona Cotinha”, mas, prefiro bolo com queijo ralado.

Mas, chega de lenga-lenga e vamos à receita.

  • 3 ovos (separar as gemas das claras)
  • 2 1/2 xícaras de açúcar refinado
  • 2 colheres de sopa bem cheias de margarina
  • 1 xícara de chá de leite
  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa cheia de fermento em pó
  • 100g de queijo parmesão ralado grosso
  • 1 pitada de sal

Bata as claras em neve com o sal e reserve. Na batedeira, bata o açúcar, a margarina e um pouco de leite, até que fique uma massa esbranquiçada. Coloque o leite e a farinha aos poucos, depois coloque em potência alta e deixe misturar até criar bolhas. Acrescente o queijo e misture em rotação lenta (a ideia é só que ele fique misturado na massa). Dissolva o fermento em um pouco de leite e acrescente, misturando com um fuê, bem lentamente. Por fim, coloque as claras bem lentamente, misturando de dentro pra fora (a ideia é que fique uma massa bem aerada). Leve para assar em forno a 200ºC até corar. Antes de servir, peneire um pouco de açúcar de confeiteiro (se não quiser gastar, pegue açúcar refinado e bata bem no liquidificador, o efeito é semelhante) misturado com canela.

Para acompanhar: chá de maçã com hortelã

Para cozinhar ouvindo: Franny Glass (Uruguai)

Outfit: blusão com inspiração folk

Blusão com inspiração folkSim, eu estou amando usar blusões nesse inverno. Além de serem super confortáveis e práticos – se ficar muito frio, basta colocar uma jaqueta que, aliás, dá outra cara pro outfit – estão super em alta. As peças com trabalhos manuais são uma tendência muito forte, principalmente porque era uma técnica muito usada nos anos 70, inspiração que está reinando nesta temporada.

Essa é outra peça que eu adquiri em liquidação. Quando fiz escala em Lisboa, decidi passear pelas lojas, que ainda estavam em Sale. Fui na Springfield e, enquanto revirava as araras, encontrei alguns blusões por 10 Euros. Super barganha, convenhamos. Selecionei uns cinco modelos, mas, como estava só com minha mala de mão, preferi comprar apenas um. Não me arrependo, porque, em Paris fiz compras tão bacanas quanto e quando a gente viaja, comprar peças muito volumosas, como os blusões, roubam um espaço enorme da mala.

Mesmo com a estampa étnica na parte de cima, o cinza deixa ele neutro. Combinei com uma calça preta, super lavada. Hoje é mais um dia que vou passar em casa e, por isto, queria mais conforto.E falando nisso, as partes de baixo com modelagem mais ampla, estão com tudo. Não é o fim das skinny, mas são mais uma opção que, aposto, muitos homens vão preferir.

Confesso que eu tinha um certo receio de usar chapéu. Em Paris vi muitos homens usando, principalmente em dias de chuva (eles dispensam o guarda-chuvas). Voltei decidido a comprar um. Já fiz um post sobre isso (para ler, clique aqui) e, aos poucos, estou começando a usar. E mesmo morando no interior, estou vendo alguns homens jovens aderindo ao acessório, que é um clássico que todo homem deveria usar.

Créditos do outfit | Blusão: Springfield | Calça: Calvin Klein Jeans | Chapéu: Redley

Outfit: sobre compras de liquidação bem feitas

Há tempos não publico outfits meus por aqui. Hoje me inspirei quando lembrei que uma das peças que estou vestindo comprei há muito tempo, em uma liquidação.

Outfit blusão ReservaÉ este blusão listrado, que por algum motivo desconhecido decidi comprar há alguns anos. Porém, sempre usei ele muito pouco, por outro motivo desconhecido. Essa semana dei uma olhada nas peças que havia separado para vender, encontrei ele lá e, decidi pegar ele de volta. Como estou vivendo uma paixão por listras, ele é perfeito. A combinação do marrom com o vermelho é muito harmônica e a modelagem muito clássica para esse tipo de peça.

O blusão entrou “de gaiato” no outfit. Como amanheceu chovendo, mas com sensação de abafamento, não pensei em me esquentar muito. Hoje era meu dia 100% em casa, então, queria mais era conforto. Um adendo sobre trabalhar em casa: não tem um dia que eu trabalhe de pijama. Faço toda a função de me arrumar como se estivesse indo trabalhar em escritório, porque senão, não rendo nada.

E pensando em conforto, optei pela camisa jeans (que aparece na gola e um pouco na barra). Ela tem um tecido super confortável e a modelagem ampla. É como se estivesse de pijama, só que arrumado. Essa calça é um coringa no meu armário. Uso ela direto, como se fosse um jeans básico. Uso tanto que ela já rasgou, mandei costurar e pretendo comprar mais uma, porque pelo que percebi, é uma peça meio fixa na Renner.

Nada de cinto, nada de acessório, porque a ideia era ficar um largado/arrumado. Só os tênis (que também já deram pinta por aqui), que são um show à parte.

Créditos do look | Blusão: Reserva | Calça: Renner | Camisa jeans: Triton | Tênis: Redley

Lumbersexual, Metrossexual ou Normcore, que tipo de homem é você?

O homem moderno está reaprendendo a se vestir. Sim, reaprendendo. Explico! Historicamente, e algo ainda vigente em muitas culturas, o homem era muito mais vaidoso que a mulher. A preocupação com o corpo, o modo de se vestir, o estar apresentável, não era opção, era uma obrigação. Mas, com o passar do tempo, o machismo foi ganhando espaço e a aparência passou a ser vista como algo quase exclusivamente feminino. Burrice, convenhamos.

Mas no começo dos anos 2000 surgiram os metrossexuais, que mostraram que ser vaidoso é a coisa mais natural do mundo e não tira virilidade do homem. Depois vieram os hypsters, que mostraram um estilo alternativo, que evoluiu ao longo do tempo. Por isto, na hora de escolher três estilos de homem para falar, optei pelo Lumber, Metro e Normcore que, na minha opinião, são os mais populares atualmente.

Quando nos vestimos mostramos nossa personalidade através da roupa. Nem sempre isso acontece, mas na teoria é essa a moral do estilo. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada tipo de homem e, quem sabe, até o fim do post você saia daqui sabendo que tipo de homem é.

Metrossexual

Metrosexual 1Este homem é assumidamente vaidoso. Vai para a academia, cuida da pele, tem barba e cabelo sempre bem aparados. Seu corpo é seu templo. A maneira de se vestir é equilibrada com seu visual. Gosta de roupas bem ajustadas, para valorizar o físico construído com esmero na academia. Ternos bem cortados, alfaiataria sob medida e sapatos de qualidade poderiam ser seu uniforme. Nos momentos de lazer, gosta de malhas sobrepostas a camisas e combina a bermuda com uma camiseta gola polo. Não gosta de muita estampa e sua cartela de cores fica entre os neutros e tons pastel.

Normcore

Normcore 1Mais do que nas roupas o homem normcore incorpora o estilo na sua vida. Ele pensa em peças duráveis, geralmente de marcas que sabe a procedência. Os tecidos são de ótima qualidade e as costuras bem acabadas. Tudo isso para não precisar comprar outra semelhante logo. As modelagens são amplas e confortáveis, com várias referências esportivas. Gosta de alfaiataria, mas não tradicional, aplicando ela em tecidos diferentes, como o moletom. Gosta de sandálias no verão e tênis no inverno. Sua cartela de cores raramente fugirá do preto, branco e cinza nas peças principais, ousando um pouco mais nos acessórios. Mas não pense que sua moda é sem graça. Recortes e misturas de tecidos (muitas vezes nobres), somam pontos ao seu outfit.

Lumbersexual

Lumbersexual 1Aquele homem rústico, tanto que a definição vem dos lenhadores. Além da barba longa, a camisa xadrez é outra característica muito popular do lumbersexual. Mas não fique no caricato. Couro desgastado e peles, como a de ovelha, são peças essenciais para seu inverno. As workerboots, botas pesadas, com solado tratorado, são suas companheiras do dia a dia. Colete é sua opção para dias de frio ameno, combinados com camisetas de malha “relaxada”. Para os momentos mais sociais, gosta de usar suspensórios que, aliás, remetem ao jumpsuit, ou o famoso macacão. Tricôs com pontos rústicos são sua preferência naqueles dias quase congelantes.

Se pararmos para analisar, a base é quase a mesma: peças neutras, em cores básicas, como preto, branco e cinza. Mas os acessórios e alguns detalhes ajudam a diferenciar os três estilos.

E ai, que tipo de homem você é?