Muito estilo nas t-shirts com bolso

Abre tshirt com bolsoConfesso que sou fã antigo desse tipo de camiseta. Percebi que elas estavam chegando há uns dois verões, mas esse ano que elas ganharam força mesmo. As t-shirts com bolso não são novidade, mas voltaram para trazer um pouco mais de graça a essa peça tão básica e presente em quase todos os guarda-roupas.

No post de hoje dou sugestões de como escolher uma que se encaixe no seu estilo.

23b6e88a61f898260ff3829fa4683832As básicas, sem estampas, são perfeitas para o homem que não gosta de chamar muita atenção, mas quer ter um toque

de moda. O bolso, mesmo neutro, chama atenção e dá muito estilo.

53d631a75179fea90db2fd74ac582907Meio termo… A camiseta lisa com um bolso colorido ou estampado já é uma opção para chamar um pouco mais de atenção. E que tal aproveitar a peça para se divertir? Uma estampa localizada atrás do bolso já passa uma mensagem criativa. É uma maneira do detalhe interagir com o restante e se tornar protagonista.

8f51d1b4da8129603a82307dd4f757c5E que tal o estilo composto? As mangas na mesma estampa do bolso dão um up ao visual. É para aquele homem que quer dar uma declaração extra de estilo. Esse já é um caso que exige mais atenção. Dependendo da bermuda a ser usada, o visual ficará carregado. Na hora de fazer o mix de estampas, é necessário ter atenção de encontrar elementos em comum entre ambas.

4e3be7e207db63b3e2cab8a0944d9798Nível hard extreme. Estampa + bolso colorido ou estampado. Nesse caso, o mais certeiro mesmo é combinar com uma parte de baixo lisa, básica. A protagonista do look será a camiseta, que chamará a atenção por si só.

Ah, um dos toques mais importantes é que mesmo estando ali, esse bolso não é para ser usado para carregar celular, carteira, cigarro, caneta… Ele é apenas um enfeite. Se quiser ir além, vale até brincar com lenços, que darão um charme extra.

Conheça os New Lad, o oposto dos hipsters

Abre New LadHá um tempo se espalhou o burburinho de que o movimento Hipster, que não é mais apenas uma tendência mas um estilo de vida, estaria perdendo sua força, a ponto de quase acabar. O Normcore seria o primeiro responsável a colaborar com isso. Passado um ano, vemos que nada disso. Os hábitos pregados pelos barbudos moderninhos continuam influenciando muita gente.

Agora, mais um movimento, chamado New Lad, promete amenizar ainda mais o way of life propagado há mais de uma década. Os lads se inspiram no homem dos anos 90, que tiravam a barba por ser mais prático, não ligavam para cervejas artesanais, e ostentavam suas camisetas de time combinadas com tênis brancos.

house-of-holland-m-rs16-0026Segundo uma reportagem publicada pelo jornal London Evening Standard, a era hipster se baseava em bandas indies obscuras, cerveja artesanal, sapatos oxford, óleos para a barba e uma atitude ambivalente em relação ao consumismo, a era new lad é sobre clubes de várzea, cerveja comercial, tênis Adidas novo em folha, barba feita e logotipos evidentes. “Se você se pegou usando camisetas cinzas ou tênis brancos com mais frequência do que há alguns anos, você pode ter sido influenciado pela tendência sem sequer ter se dado conta”, afirma a publicação.

house-of-holland-m-rs16-0065Aos poucos os New Lad começam a conquistar seu espaço. Prova disso é que a marca House Of Holland, comandada por Harry Holland, trouxe em sua coleção de verão referências fortes aos anos 90, incluindo as camisas de times de futebol. Além disso, chamou o fotógrafo Martin Parr, que ficou conhecido na época para clicar sua campanha.

Não acredito em uma queda do hipster, nem de nenhum estilo. Cada vez mais a moda está ampla e permitindo a pluralidade. O que percebo, é um reposicionamento, baseado cada vez em mais opções, do dandismo ao norcore, até os new lad, que agradam públicos cada vez maiores. E que venham mais opções.

Osklen A/W 2016 (masculino)

Abre Osklen AW 2016Semana de moda paulista rolando e as tendências para a temporada de inverno 2016 começando a dar o ar da graça. Embora João Pimenta seja a única grife exclusivamente masculina, outras dedicam parte de seus shows aos homens. É o caso da Osklen, que havia abandonado este público por algumas temporadas mas que, depois de uma alta nesse gap de mercado, trouxe de volta às passarelas do São Paulo Fashion Week.

A inspiração foi a Grécia e os jogos olímpicos, que surgiu durante as várias viagens de Oskar Metsavhat à Atenas para acompanhar o andamento da loja da label no país. A Osklen tem sua origem enraigada nos esportes, principalmente o surf. Tal influência é apenas uma retomada de um segmento já explorado pela marca.

Falando em já explorado, várias peças e modelagens são velhas conhecidas do público da marca, como as regatas cavadas, os moletons com gola armada e a camiseta com manga “machão”. Do universo esportivo surgem principalmente as calças, inspiradas em abrigos, joggings e modelos ciclistas. São revisitadas em materiais mais nobres, com destaque para o veludo.

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As modelagens são largas, os tops alongados, materiais confortáveis, como o moletom, predominam. As capas que atletas como boxeadores e nadadores usam antes das disputas aparecem e ganham revisitações coloridas e com ares navais, outra forte tendência do próximo inverno. As coroas de louro aparecem em estampas e bordados, sendo o único desenho explorado, fora os recortes feitos com tecidos coloridos.

Anote: o esporte promete ser forte tendência da temporada (Ellus também apostou). E as saias, já mostradas anteriormente por João Pimenta, aparecem também na Osklen, mas remetendo à toalhas enroladas na cintura. Uma coleção que, embora tenha um pé no conceito, é facilmente comercial.

As fotos são da Agência Fotosite. Confira a galeria.

Você precisa ouvir esta música da Lady Gaga

Till it happens to youHá um tempo a cantora Lady Gaga lançou a música Till it Happens to You, em parceria com o grupo Hunting Ground (não é uma banda). Serei breve sobre o conteúdo, que é mais social do que pop. Mesmo quem não entende a letra, ao assistir o clipe, entende que se trata de abuso sexual. O que acontece é que uma em cada cinco estudantes americanas sofrem abuso nos campus universitários por ano. Esse é um número alarmante.

Na busca pelo combate a esse absurdo, o grupo lança o clipe junto com a cantora. Rolam boatos de que a própria Gaga já sofreu abuso sexual. Valem denúncias, vale conscientizar, vale impedir… Não é só nos Estados Unidos que isso é uma praga. Nossa cultura ainda, de certa maneira, incentiva o estupro.

Mas, vamos ao clipe que, sem dúvidas, faz refletir muito. E como a letra dá entender, não sabemos o que a pessoa que sofre abuso sofre, até que aconteça conosco.

Cotton Project e a moda além das tendências

Cotton ProjectCasa de Criadores- Inverno 2016Agencia FotositeQue a moda é um mercado bilionário, que precisa se renovar a cada seis meses, todo mundo sabe. E não, isto não é errado. Milhões de empregos e toda uma indústria depende de tendências e novidades tecnológicas para sobreviver. Claro que isto não justifica algumas atrocidades que vemos, como a indústria desumana da Ásia, alimentada basicamente pelo fast fashion. E falando nessa moda rápida, cada vez mais vemos (e já venho falando por aqui), uma alta do slow fashion.

O slow fashion seria justamente o oposto disso. É uma retomada dos antigos hábitos, comuns no tempo da minha avó, de escolher uma roupa pela qualidade e durabilidade, ao invés de optar por algo praticamente descartável. E essa maneira de ver a moda está ajudando a revolucionar o mercado como um todo. Ao invés de comprarmos peças com tecidos baratos e modelagem datada, optamos por peças atemporais que, muitas vezes, transcendem até mesmo a questão de gêneros e vestem tanto homens quanto mulheres.

Ao me aprofundar nas pesquisas desse mercado, me deparei com a brasileira Cotton Project. A marca preza pelo básico com estilo e a matéria-prima principal é o algodão (que tem uma durabilidade incrível). O hedonismo, tradicional em países como a Itália, passa a ser objeto de desejo de clientes de marcas que buscam o bem vestir, mas sem a paranoia de estar dentro das últimas tendências lançadas sabe-se lá em que lugar do mundo. Nosso tempo é valioso demais para gastá-lo se preocupando no look do dia.

Cotton ProjectVivemos em um momento de crise econômica, onde precisamos repensar nossos hábitos de consumo, pois não sabemos como será o futuro próximo. E, cá entre nós, excesso não combina com tempos assim. A qualidade passa a se sobressair sobre a quantidade. O acabamento é mais importante que o modismo. Um tecido que durará duas, três, quatro temporadas, é mais importante que a estampa que em seis meses não vai servir para enfeitar mais nada, além de um pijama feito com a roupa usada.

O que torna a peça valiosa? O tempo que a usamos, as possibilidades de composição que ela nos dá ou a modinha usada pela fulana de tal em alguma novela? Não, eu não sou contra modismos. Porém, acho importante repensarmos as porcentagens dos nossos armários que estão dentro disto.Cotton ProjectE é quando nos questionamos desta maneira que nos damos conta de que uma peça de roupa não é apenas um pedaço de tecido para nos enfeitar. Ela vai além. É através dela que nos expressamos. E dai a importância de reconhecermos, desenvolvermos e investirmos no nosso estilo pessoal. Sabendo reconhecer esta palavra chave (se somos românticos, urbanos, modernos, clássicos, criativos…) nossas compras se tornam mais acertivas e sabemos que o nosso básico não é necessariamente aquele imposto a todos por editoras de revistas e blogueiras que nunca nos viram antes.

Cotton ProjectPara mim o grande acerto de uma marca como a Cotton Project é a possibilidade de criarmos uma base com essenciais, mas sem deixar o guarda-roupas com aparência de velho. As tendências são, sim, trabalhadas, mas não só isso. A estampa usada para uma coleção pode facilmente ir para a próxima sem parecer taxada. Não existirá a preocupação de um lançamento destoar de todo o resto proposto pela etiqueta até então, fazendo os clientes jogarem tudo fora e buscarem renovar todo o guarda-roupas.

A Cotton Project é apenas um dos muitos exemplos de que a moda depende das tendências como mercado, mas vai além delas em sua essência. Busque o que realmente goste, invista no que vale a pena e seja feliz com a roupa que te cobre. Afinal, ela mostra ao mundo que é você.

Abaixo, veja fotos do desfile da Cotton Project na Casa de Criadores. Os créditos são da Agência Fotosite.

Cinco motivos para viciar em viagens

5 motivos para viajarEstive sumido do blog por motivos familiares. Mas tirando a parte ruim, a história culminou em uma viagem, o que é sempre bom. Eu e minha família fomos para Birmingham, no Alabama (EUA). Passamos uma semana por lá. Fora a correria de fazer visto em menos de uma semana e toda a burocracia que isso envolve, foi tudo maravilhoso. E estando lá pude perceber (mais uma vez) o quanto eu amo e sou viciado em viajar.

Decidi marcar esse retorno ao blog listando 5 motivos para todo mundo também se tornar um viciado em viagens. Pode ter certeza de que vale muito a pena começar.

#1#1 – Você vai perceber como o mundo é grande e plural. Nada de viajar com preconceito. Deixe ele em casa, debaixo da cama. Quando você chegar no seu destino encontrará uma cultura diferente, pessoas que têm ideias muitas vezes opostas às suas, comidas locais que você tem a obrigação de provar… Basta chegar no aeroporto e ver aquele tanto de gente de países diferentes para saber que sua realidade não é a única. Se abra para o novo e seja feliz.

#3#2 – Vai perceber que as pessoas são diferentes e que isso não é um problema. Bem pelo contrário, convivendo com outras culturas você só tem a aprender. E acima de tudo, respeite. Não vá com pré-conceitos, com ideias formadas baseadas no que outros te dizem. Se permita conhecer essas pessoas e aproveite tudo que pode compartilhar com elas.

#5#3 – Terá um aprendizado que ninguém tira. Tudo o que você ver, passar (até mesmo os perrengues), comer, aprender, compartilhar, estará na sua história, seja registrado pelas câmeras ou não. Por isso, se permita aprender, conviver com essa cultura diferente da sua. É justamente essa a razão de viajarmos. Na volta, você terá história para compartilhar com os outros e mesmo daqui a muitos anos, vai poder trocar uma ideia sobre outras realidades.

#2#4 – Sua cabeça vai se abrir para o novo. Cada vez mais você vai perceber isso. A cada novo destino vai ter vontade de ter novas experiências. E quando voltar vai perceber que não vai viver mais a sua realidade da mesma maneira. Vai querer acrescentar as coisas bacanas que conheceu no seu dia a dia. E essa é uma maneira de sempre praticarmos nossa memória sentimental quanto aos lugares que tanto amamos.

#4#5 – Vai querer sempre mais. Sim, pode ter certeza disso. Quando voltamos de uma viagem, já começamos a pensar na próxima, planejar maneiras de economizar grana e não vai parar de ver promoções de viagens. Até mesmo a cotação das moedas do mundo todo passarão a ter mais importância para você.

E ai, que tal prepararmos as malas para a próxima viagem? Deixe o “mosquito do aeroporto” te picar também.

Galeria em casa: você vai querer a sua

AbreEu sou da época que era legal ter mural em casa. Claro que na adolescência nós amamos juntar papéis, recortes, imagens, até papel de bala e grudar em algum canto. Minha maior frustração foi a experiência com um feito de lata, que segurava as folhas com ímã. Batia um ventinho e voava tudo. Mas o tempo passou e hoje em dia o bacana é ter sua própria galeria.

Ao longo da vida compramos quadros, recebemos cartões postais, encontramos gravuras que brilham os olhos. E se ao invés de espalhar tudo pela casa, que tal você fazer a sua própria galeria? É fácil e você não precisa gastar fortunas. Quer saber como? Vem comigo!

Organize soluçõesPrimeiro, organize e encontre soluções. De nada adianta comprarmos e acumularmos imagens se não sabemos o tamanho da nossa parede e a área disponível. Até por isso indico fazer a sua galeria quando tiver o suficiente para preencher um espaço significativo.

Se você já tiver as imagens, antes de sair furando parede ou prendendo, pegue todas as suas imagens, meça e recorte cartolinas no mesmo tamanho. Comece a colá-las na parede e organize até que esteja numa disposição agradável para depois. Então, pegue os quadros e gravuras e preste atenção para manter a mesma ordem na hora de prender. Lembre-se: você verá a galeria todos os dias, portanto, precisa gostar do visual.

A parte de soluções inclui o seguinte: moro de aluguel e não posso furar a parede… Não quero estragar a minha parede com pregos e parafusos… Prefiro disposições criativas. Por necessidade ou preferência, encontre maneiras criativas de dispor sua galeria na parede. Pode ser pendurada com grampos, apoiada em móveis, em forma de varal. Deixe sua criatividade fluir.

GravurasNem só de quadros e gravuras é feita uma galeria. Aquele recorte de revista, um convite especial que recebeu, uma lembrança especial de uma viagem. Tudo isso ajuda a personalizar e deixar o espaço mais interessante. Misture elementos que deixe a proposta com a sua cara, como se fosse o mural da adolescência, mas com um pouco mais de organização e seleção. Lembre-se: você será o galerista da sua casa e a triagem toda será por sua conta.

TemaSe preferir, seja temático. Na cozinha, imagens de pratos inspiradores, receitas, quadros negros para escrever o menu do dia. No canto dos seus discos, quadros com seus cantores preferidos… Tudo depende do seu universo. Com um foco, será bem mais fácil de escolher as imagens e mais fácil de os visitantes entenderem aquele monte de referência junta.

CriançasTem crianças em casa? Que tal se, além de quadros temáticos do universo da decoração, você incluir desenhos feitos por elas? A disposição é simples e não precisa ser muito organizada. E a forma de pendurar depende da sua preferência. Tem quem prefira emoldurar, para ficar mais elegante, tem quem goste de prender com o varal. Seja qual for a escolha, os pequenos vão adorar.

Pé direitoBrinque com a arquitetura da casa. Com o pé direito alto fica bacana usar vários quadros grandes. Se uma parede for muito longa, misture quadros, gravuras, fotografias em porta-retratos pendurados. Aproveite as características do seu espaço e use isso a seu favor.

Gastando muito ou pouco, a galeria dá um efeito bacanérrimo no dècor. E usando a criatividade, imprimindo sua personalidade no local, não tem como ficar feio. Enjoy!