Saúde mental não é mimimi

Lembro como se fosse hoje do dia em que a minha mãe, no meio de uma reunião de pais na escola, falou que me levou a uma psicóloga. Aquilo virou motivo de piada por algum tempo entre meus colegas. Eu não entendia o que rolava para eu ter que ter uma ajuda profissional. Não se falava tanto de bullying como se fala hoje. Então, para mim, tudo o que acontecia era absolutamente normal. Mas não era.

Quem cresce sofrendo bullying traz vários traumas para a vida adulta. O que aconteceu comigo, sem sombra de dúvidas. No começo desse ano senti a necessidade de buscar auxílio novamente, desta vez mais consciente de que precisava de ajuda. A reação de muitos foi: mas tu precisa mesmo? Acho a tua vida tão normal.

Foi então que comecei a refletir sobre como é cada vez mais necessário falarmos abertamente sobre saúde mental. Eu estava estressado, sem saber os rumos da minha vida, ansioso e extremamente frustrado. Mas tudo isso se passava por dentro, onde os outros não podem enxergar. E dai surge o lance de muitos acharem que é apenas mimimi e que você é super capaz de superar qualquer coisa por conta própria.

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Mas nem só quem sofre alguma coisa na infância precisa dessa ajuda. Nesse mundo onde pessoas trabalham feito loucas para suprirem um status quo, onde olhar para dentro se tornou um luxo e (a)parecer é mais importante do que ser, a terapia se faz mais do que necessária. E como bem diz uma amiga: todos deveriam ter um psicólogo.

Olhar para dentro, analisar as situações da nossa vida, refletir sobre quem somos e o que estamos fazendo, confrontar traumas e, as vezes, até mesmo descobri-los, é essencial. Quando fechamos os olhos para tudo isso, a vida se torna pesada, os problemas (conosco e com o outro), são quase impossíveis de resolver e a chance de entrar em uma depressão é enorme.

Falo sobre isso sem um embasamento de estudo, mas como uma pessoa que está há sete meses em busca de autoconhecimento. Uma das coisas que eu mais percebi é que antes de olhar para dentro de mim, eu costumava procurar soluções para os problemas alheios, o que era uma forma de maquiar o que eu sentia.

Hoje em dia, se algo acontece, encaro de frente, de maneira sóbria, buscando acima de tudo uma solução. E nem sempre ela existe e o que resta é aceitar e trabalhar a sensação dentro de nós mesmos. É como a minha terapeuta diz, a vida não é uma reta. Ela é feita de curvas, de altos e baixos e precisamos saber lidar de maneira equilibrada nos dois extremos.

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Nem sempre vai ser necessário você buscar um psicólogo, ou em alguns casos um psiquiatra. Existem terapias alternativas que ajudam muito, como Yoga e meditação, ou então algumas leituras. Porém, ter alguém neutro para conversar, que vai analisar a situação e fazer te confrontar com ela, é uma ajuda enorme.

Não deixe o problema tomar proporções que podem te prejudicar durante o resto da vida. Terapia e a busca pelo equilíbrio mental não são mimimi.

 

Meu estilo mudou, assim como eu

Parece que vez ou outra entramos numa crise de identidade com a moda, e não estou falando do surgimento e sumiço de tendências, ou quando abrimos o armário e soltamos a infame frase: eu não tenho nada pra vestir! O que acontece é que nós mudamos internamente, e isso reflete no visual.

Essa mudança pode se dar por diversos motivos. Um emprego novo, uma rotina diferente, um novo hábito (que pode ser começar a praticar exercícios, uma nova cultura alimentar, adquirir consciência ambiental), ou qualquer coisa que reflita no nosso emocional.

Vou me tomar como case nesse post, falando um pouco sobre como o meu estilo mudou.

Novo estilo

Há dois anos eu tinha a moda como uma ferramenta de expressão diferente. Gostava de excesso, por isso, carregava muito mais a mão em cores, estampas e peças chamativas. Digamos que todos os dias eu vestia roupas que muita gente só usa pra ir em festas. E não estou desmerecendo meu antigo estilo. Muito pelo contrário. Ele representava quem eu era naquele momento.

Só que com o tempo, comecei a me conscientizar (já falei muito sobre esse assunto aqui no blog). Se antes eu era apegado a roupas, passei a desapegar com facilidade e ponderar muito mais na hora de comprar. Fiz muitas limpas no meu armário, mas muitas mesmo. Li o livro da Marie Kondo, o que foi de um valor imensurável.

Marie prega que, quando formos organizar o armário, devemos olhar para a peça de roupa e se questionar se ela realmente nos faz feliz. Esqueça das regras de se desfazer caso esteja há determinado tempo sem uso. O que importa mesmo é a felicidade que aquele objeto nos trás. E foi então que vi: pouco do que eu tinha me deixava realmente feliz.

Junto a essa limpa no armário, descobri que nem toda tendência precisa me agradar pessoalmente. E não tem problema se eu deixar muitas delas passarem batidas por mim. O que importa mesmo é eu identificar as que gosto de verdade e adaptá-la ao que eu já tenho. Isso nos faz ter mais peças afetivas que, independente do que a revista ou os influencers estejam ditando, vamos vestir e nos sentir muito bem.

Hoje não posso me considerar minimalista, estou muito longe disso e nem sei se gostaria. Afinal, assim como podemos ser vítimas da moda, podemos ser vítimas do movimento que vai contra ela. E a razão de estarmos aqui é sermos felizes. Por isso, todos os movimentos que fizermos, devem ser em direção a isso. Tenho um visual mais clean, com menos peças no armário, mas todas com um fluxo ativo.

O que seria “fluxo ativo”? É usarmos o que temos. É fato que não precisamos de muita roupa. Mas se compramos peças para o dia a dia (vamos deixar as de festa de lado nesse papo), elas precisam ser usadas. Senão, qual o motivo de estarem lá? E esse movimento só ocorre quando conhecemos nosso estilo e passamos a fazer aquisições certeiras.

Hoje somo o que restou do meu estilo antigo a elementos que estou encontrando atualmente (uma jaqueta daqui, uma bota de lá, um casaco de lã acolá). Esse mix forma meu novo visual. Mas nada impede que, mais cedo ou mais tarde, tudo mude de novo. E é essa a graça da vida. Estamos numa eterna adaptação.

Anne With an E é puro amor

Algumas séries te prendem pelo enredo, outras por algum suspense, e tem aquelas que te agarram pelo coração. Foi assim com Gilmore Girls, que me arrebatou por sete temporadas e um especial. É dessa forma com Grace & Frankie, que me faz maratonar a cada nova temporada. E o mesmo aconteceu com Anne With an E, que eu (erroneamente) subestimei.

Essa já é a terceira versão para telas da história Anne of Green Gabels, da autora Lucy Maud Montgomery. A produção atual foi feita pela Netflix, com direção de Niki Karo estrelada pela linda Amybeth McNulty, e conta a história de uma órfã que depois de 13 anos passando de casa em casa, onde era tratada como empregada, vai parar por engano na casa dos irmãos Marilla e Matthew Cuthbert.

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Embora tudo comece com um engano (eles esperavam por um menino que pudesse ajudar nos afazeres da fazenda), a relação logo passa a ser de amor. Anne encontra em Marilla e Matthew os pais que nunca teve, e eles a companheira para o resto de suas vidas. Não pense que por se tratar de uma criança com um passado duro, a personagem é frágil. Muito pelo contrário. Após sair da casa de uma família onde era agredida e ajudou a criar gêmeos por duas vezes, e ter passagens tensas por um orfanato, a protagonista é forte, inteligente e capaz de se defender.

Mesmo todas as dificuldades não criaram uma casca capaz de deixar de lado os sonhos e desejos de uma menina, que ao longo dos episódios precisa lidar com julgamentos (tanto dos outros quanto dela própria, que se sente feia por ser ruiva e magra demais – quem nunca?), preconceito por ser uma órfã, a primeira menstruação e todos seus efeitos, a primeira paixão e a busca por um crescimento que a permita ser uma mulher inteligente, forte e independente (o que aprende não ser necessariamente algo que a afastará do amor).

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Tudo é construído com uma visão lúdica, vinda da própria Anne. Como uma criança com uma maturidade incomum lida com fatos tão duros da vida dos adultos e ao mesmo tempo enfrenta os desafios da vida de criança?

Muitos estão chamando Anne With an E de uma série empoderadora feminina, o que realmente é (já no primeiro capítulo ela deixa claro: “Meninas podem fazer tudo o que meninos fazem e muito mais.”), mas eu acredito que seja algo além, que vale tanto para mulheres quanto para homens. Ela nos ensina a não desistir, afinal, ver uma menina com 13 anos que carrega uma carga negativa de vida, mas consegue sempre enxergar o brilho das coisas. Mesmo se tratando de uma ficção nos dá um tapa de luva na cara para quando pensamos em saltar do barco por pouco.

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Anne deseja o que muitos de nós desejamos: amor, aceitação e felicidade. Acredita na independência e em sua capacidade de fazer o que bem entender (pense na dificuldade de uma menina sustentar esse pensamento em 1900, quando elas eram ensinadas que seu destino era casar com um bom homem e cuidar da casa), e nunca deixar de lado seus sonhos.

Em um episódio marcante diz para uma nova amiga: “Eu desejo ser muito boa em algo extraordinário!” Um desejo para a vida de todos. Não espere para se apaixonar pelo mundo de empatia e amor de Anne. Deixe-se envolver e aprender, assim como ela a viver uma vida sem arrependimentos.

Disponível na Netflix.

Sejamos mais por nós mesmos

Depois de meses de espera na fila por uma terapeuta, eis que ela me chama no Whatsapp e pergunta se ainda tenho interesse. Penso em negar, afinal, estava me tratando com outra profissional e vendo os efeitos. Mas depois de muito ter ouvido falar bem dela, a curiosidade era enorme. “Não custa tentar”, me convenci. No dia seguinte estava à espera da primeira consulta, num nervosismo como se nunca tivesse passado por essa situação antes.

O papo fluiu. Sentia a sensibilidade dela e falávamos sobre a minha vida. Após muita emoção, ela me questiona: “tu gostas de ti mesmo?” O baque foi grande, e instantaneamente disse que sim. Mas péra ai, não é bem assim! Logo após emendei: algumas vezes sinto necessidade de mudanças para gostar de mim. Seria isso uma maneira de não gostar?

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Oras, que tolice! Não é porque as vezes quero perder uns quilos, que hora ou outra bate a vontade de cortar o cabelo ou mudar seja lá o que for, que eu não gosto de mim mesmo, não é mesmo? Mas não é assim que a banda toca – infelizmente.

Crescemos em meio a pressões. Desde a infância, nossos pais projetam o que querem que sejamos no futuro. Nunca fui o filho médico que a minha mãe desejou – e não me arrependo nada disso. Quando chegamos na adolescência passamos a nos adaptar para sermos aceitos pelos amigos, que no momento parecem ser as pessoas mais interessantes do mundo, mas que o tempo mostra que estávamos enganados. E seguimos assim pelo resto da vida, tendo dificuldade de reconhecer qual é a nossa vontade de mudar e qual é a pressão dos outros.

Agradar o chefe, a família, o mozão, os amigos, os vizinhos… Parece que todo o tempo precisamos provar para alguém que somos o que esperam de nós. E tem loucura maior que essa? Quando vai ser a hora que criaremos coragem e diremos: eu não sou como você espera. Eu sou eu, nem melhor nem pior. Lide com isso!

Ah, se fosse tão simples, não é mesmo? Estamos o tempo todo tentando provar ao outro que somos da maneira que ele deseja, para quem sabe um dia ele nos aceitar da maneira que somos. Com isso, quem se aceita como é, é taxado de egocêntrico.

Não há problema algum em nos gostarmos da forma que somos!

E esse “gostar” é o suficiente para acordarmos felizes, nos olharmos no espelho buscando qualidades ao invés de defeitos, sabermos do nosso valor e que somos livres. É uma busca pela consciência de quem nós realmente somos, independentes de padrões e selos da sociedade. A não ser que você faça algo de extraordinário, dificilmente vai receber uma menção honrosa por ser quem é. Então, dê ela a si mesmo!

Com certeza existirão pessoas dizendo que você precisa mudar. Não mude por eles. Mude se você sentir que deseja isso. Viva a sua vida, independente de seja lá quem for, estiver falando seja lá o que sobre você.

Otimize seu armário: t-shirt branca

Dentro da proposta de blog que estou tentando fazer, acredito que algumas categorias novas se encaixam. É o caso do “Otimize seu armário”, que servirá como um mural de inspirações, com diversas peças que muita gente tem mas que cai na mesmice. Não são regras, não é o tal do “tem que ter”, mas sim sugestões de darmos vida nova a peças já presentes no armário.

A camiseta branca será a primeira peça eleita. Por que? Porque muita gente tem. E por ser uma peça básica, ao invés de deixar a imaginação fluir, a maioria usa sempre da mesma forma. O primeiro parceiro (e óbvio) da camiseta branca, é o jeans. É dele que vamos fugir por aqui!

Selecionei 5 inspirações super bacanas para tirar a sua t-shirt branca do lugar comum e fazer looks modernos e arrojados, sem muito esforço e fazer valer ainda mais o que você já tem. Vamos lá?

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Faça a linha básica e esportiva. Uma calça relax (a de abrigo tende a ficar muito legal) e um tênis podem ser ótimos parceiros para sua t-shirt branca. É aquele look pra um passeio no fim de semana. Ah, e não se limite aos básicos na parte de baixo. Existem opções com cores fortes e estampas lindas, que farão toda a diferença.

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E se a ideia for combinar com saia? Fica mais legal ainda se for uma camiseta larguinha, daquelas com cara de “peguei do armário do boy”. Nos pés, um sapato com pegada masculina combina com a pegada masculina e dá um super arremate.

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Camiseta é despojada demais pro escritório, né? Deixa disso! Se combinada com um blazer e uma calça mais arrumada (que pode ser alfaiataria, sarja ou até um jeans bem cortado), ela fica super elegante e pode ser seu look moderno e casual de trabalho.

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Usar vestido de alcinha durante o dia virou moda. Mas não é usado sozinho, não. Pra modernizar o visual, sobrepô-lo com uma t-shirt branca virou tendência. O resultado é fofo e moderno.

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A alfaiataria perde a cara séria e formal se combinada com a t-shirt branca. Mais uma opção para levar essa peça pro escritório, principalmente nos dias casuais.

Vá além…

Quer saber dois truques de styling super práticos pra tirar sua camiseta branca do básico? A gente te dá!

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Dê um nó na barra. Ela fica cropped e o truque fica lindão em looks informais. Ah, esse efeito fica lindo com saias de cintura alta e shorts, dando também aquela carinha noturna pro look.

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Dobre a manga… Isso fica bacana principalmente quando a camiseta for maior, como os modelos masculinos.

Agora ninguém mais tem desculpa pra usar a t-shirt branca sempre da mesma maneira, nem pra achar ela básica demais, né?

Dica de documentário: Minimalism

O que é uma pessoa bem sucedida para você? Provavelmente você respondeu: alguém com um bom emprego, recebendo um bom salário e dono uma casa grande, um carro do ano (de preferência importado) e um padrão de vida classe A.

Se essa foi sua resposta, está na hora de assistir o documentário Minimalism – A documentary about the important things (Minimalismo – Um documentário sobre as coisas que importam).

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O doc gira em torno da dupla Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, conhecidos pelo seu projeto The Minimalists, que através de seu website, livros, redes sociais e podcasts já influenciaram mais de 20 milhões de pessoas ao redor do mundo a repensarem o consumo.

A história de ambos é de superação. O verdadeiro sonho americano. Os amigos tiveram infâncias difíceis, mas deram a volta por cima e se tornaram bem sucedidos (no senso comum da palavra). E quanto mais dinheiro ganhavam, mas acumulavam coisas. Até perceberem que ter muitos objetos não era tão essencial assim. E desapegaram.

Cada vez mais perceberam que viver com menos não é tão difícil assim. E que quanto mais temos, mais sentimos necessidade de acumular. Se deram conta de que ir contra o sistema de “comprar – usar – enjoar – comprar” era possível. E tornaram isso seu estilo de vida.

Ter uma casa grande é o sonho da maioria da população. Mas e de que adianta ter uma e não usar a maioria dos cômodos? Uma residência menor pode acomodar o mesmo número de pessoas, contanto que elas acumulem menos. Dessa forma, reduzimos tanto o impacto ao ambiente, quanto os gastos.

Alguns casos apresentados chamam muita atenção no documentário. E vou comentar dois deles por aqui.

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Colin Wright trabalhava na indústria musical de Los Angeles e sonhava conhecer o mundo. Mas percebeu que nunca tinha saído dos Estados Unidos. Sua rotina era trabalhar para acumular bens. Até o dia que decidiu mudar de vida.

Eliminou seus objetos até caberem em duas malas de mãos, e conforme se desfazia dos itens, via que eles não eram necessários como pensava (ou foi levado a pensar). Criou um blog, começou a viajar e hoje não tem residência fixa. Aluga apartamentos e quartos ao redor do mundo, realizando seu sonho de ser um “full time traveler”.

No começo deixou alguns objetos para trás, que não tardou em se livrar, porque não sentiu falta, ou os imaginou sendo úteis em algum momento de sua nova vida. Hoje pensa que muitas pessoas bem sucedidas têm dinheiro, mas não felicidade.

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Uma das indústrias mais afetadas pelo consumismo foi a moda. Se antigamente eram trabalhadas duas coleções por ano, hoje as redes de fast fashion chegam a 52. Isso não só faz as pessoas gastarem mais, como gera um lixo imenso para o mundo. Algumas grandes marcas chegam a rasgar as roupas depois de uma semana na arara, para as pessoas não comprarem por valores menores, ou alguém encontrar no lixo e vestir.

Em 2010 Courtney Carver decidiu fazer um detox em sua vida e viu que o cômodo de sua casa onde mais acumulava coisas era o closet. Começou a mudança por ai e criou o Projeto 333.

O desafio era vestir apenas 33 itens (incluso roupas, acessórios e calçados), durante 3 meses. Ao fim dos 90 dias, viu que as peças paradas não faziam falta. E reduziu seu guarda-roupas ao máximo. A ideia foi muito difundida e até hoje replicada e compartilhada.

O mais assustador para Courtney foi ver que as pessoas não percebiam que seu guarda-roupas era limitado e, portanto, ter muitos itens era desnecessário.

Todo o documentário é muito bem construído, mas os fatores que mais ficam claros são a coletividade, uma necessidade cada vez maior na sociedade atual, e a consciência – devemos amar pessoas e usar coisas, e não o contrário – essenciais para impactar a sociedade e se criar um novo propósito.

4 passos para fazer as roupas durarem

Sim, é super possível fazer suas roupas durarem. Pode não ser a missão mais fácil do mundo, mas é necessária. Isso envolve atenção desde a hora da compra, passando pela lavagem/conservação, até quando algo dá errado e a peça estraga.

São passos simples, que muitas vezes não nos atentamos, mas somos capazes de fazer acontecer. Vamos a eles?

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Já falei sobre isso por aqui, mas é sempre útil relembrar: na hora de comprar uma roupa, não basta acharmos ela linda “por fora”, naquilo que todos verão. É importante que ela tenha um tecido de qualidade e as costuras impecáveis. Uma peça bem construída tende a durar muito mais tempo. Portanto, quando for para o provador, coloque ela do avesso.

Uma curiosidade: hoje em dia é regra vermos as costuras “rentes”. Mas vocês sabiam que antigamente, no tempo das nossas vovós, quando tudo era mais pessoal, era deixada uma sobra de tecido? Era uma segurança para caso ajustes fossem necessários, se a pessoa engordasse ou se os pontos abrissem. Poucas marcas mantém isso atualmente, porque acreditam ser um desperdício de tecido.

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Quando ouvimos falar em água quente, achamos tudo mais seguro, né? Mas sabia que ela pode estragar a sua roupa? Muitos tecidos, como a malha, encolhem com a água em altas temperaturas.

Em outros casos, principalmente em peças de baixa qualidade, o tecido é esticado na fábrica, para render mais, e com certeza encolherá com a temperatura elevada.

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Pela mesma razão, devemos evitar o uso da secadora. As roupas encolhem, principalmente as que têm algum fio sintético na composição (como o elastano do jeans). Em alguns casos elas voltam ao normal, em outros, não. Leia a etiqueta e confira as indicações do fabricante. Mas para não ter erro, opte sempre pelo tradicional varal.

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Rasgou, furou, estragou, descoloriu? Muitas vezes jogamos peças fora sem necessidade. Na maioria dos casos, reparos pequenos, feitos por costureiros, alfaiates e tintureiros, transformam aquela peça que pensamos em dar adeus, numa novinha.

Fala sério! São passos super simples, que se seguirmos no dia a dia, faremos as roupas durarem, diminuiremos o lixo gerado e faremos nosso dinheiro render mais.