Suspensórios: garantia de “bacaneza” no look

Look suspensórios 2Vez ou outra surge uma peça ou acessório da vez. Essa temporada pode-se dizer que quem ganhou espaço e o coração das mulheres é o suspensório. O artigo substitui o cinto, além de deixar o look mais estiloso.
Estima-se que o suspensório exista há mais de 200 anos. Já teve funções distintas indo de peça de vestuário para ser usada como alternativa aos cintos suspendendo as calças e as mantendo na mesma altura e posição. Acessório sazonal, porém sempre presente em coleções e tendências.

Look suspensórios 4Fez muito sucesso nos anos 60, entretanto permaneceu fiel ao publico masculino, de jovens a idosos que permaneceram usando por décadas. Com o tempo conquistou as mulheres, principalmente as que desejavam incluir elementos do guarda-roupas masculino em suas composições. Ganharam status e passaram a mostrar que elas têm estilo próprio e estão antenadas nas tendências de moda.

Look suspensórios 1Se usado com calça, confere uma aparência masculina ao look. Gosto tanto com alfaiataria quanto o jeans (do skinny ao boyfriend). Com short fica bacana, numa combinação com sapatilha ou alpargata, ou uma sandália com salto anabela.

Look suspensórios saiaPara conferir feminilidade, vale “ornar” com uma saia, quanto mais rodada mais bacana fica o efeito. Para ficar antenada nas tendências, vale apostar no modelo midi, que em frente farei um post mostrando que todo mundo pode usar o comprimento que bate na metade da canela.

Coluna Moda Mundo – 26/07

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#Criatividade
Bolso cheio de histórias
Ao comprar uma calça, o que se leva em consideração? O corte, o tecido, a costura? Em uma ação da LP&M, editora de pocket livros, o forro do bolso virou o destaque da peça. Para divulgar de uma maneira criativa sua nova coleção, firmou parceria com uma marca de roupas.
Na Ação The Original Pocket Books, desenvolveu uma coleção de calças jeans exclusiva. A linha traz trechos de histórias, poemas e pequenos contos famosos impressos diretamente nos forros das calças. No fim dos textos, o conceito explica: “Carregue uma boa história com você.” A ideia foi exaltar a possibilidade de levar os livros no bolso. Ponto para a criatividade.

Flower beard#Modismo
Flores na barba
Depois de o movimento hipster ter sua decadência decretada por uma pesquisa da Universidade de New South Wales, na Austrália, e pelo jornal The Guardian, que disseram que ele estava quase no fim, surge um novo modismo ligado ao estilo.
A barba, uma das principais características do homem desse movimento, volta enfeitada com flores. Algumas parecem mais jardins do que barba. Chamado de “flower beard” (algo como barba florida), o fenômeno tomou conta de redes sociais como Instagram, Pinterest e Tumblr. Não há nenhum motivo claro para esse adereço diferente no look, apenas mostrar nas redes sociais.
Enquanto a brincadeira ficar só nas redes sociais, é bacana. O problema vai ser se alguém resolver usar nas ruas. Inusitado, para não dizer estranho.

Stace a Lace#Instagram
Pernas pra que te quero
A editora do The New York Times Magazine, Stacey Baker, teve uma ideia inusitada: sair pelas ruas de Nova Iorque de olho nas pernas das mulheres. A ideia pode parecer abusiva, se não fosse pelo motivo: ela criou a conta Stace a Lace, no Instagram.
Nela, posta as combinações mais bonitas e ousadas da parte debaixo dos looks das nova-iorquinas. A conta existe desde março e tem looks que vão desde o clássico até o punk. Leggings coloridas, estampadas, jeans e calças dos mais variados estilos aparecem no Stace a Lace. Vale o follow.

Sobre peças eternas e roupa barata

Confesso que durante muito tempo tive a ideia de que apenas roupas caras eram dignas do meu “investimento”. Comprava, sim, pela marca, achando que conquistaria a qualidade que desejava. Mas, o tempo ensina e aprendi que nem tudo são flores nesse mundinho das grifes. Muita coisa é feita com tecido vagabundo, muito acabamento é mal feito e muitas roupas vêm prontas da China.
Com o amadurecimento e experiência na moda, me dei conta que nem tudo o que reluz é ouro. Que a roupa que está linda na arara as vezes não vale nem a metade do que se cobra e, em alguns casos, pode ser encontrada (sem mudar sequer um detalhe), por um preço muito menor numa loja próxima, mas menos conceituada (hoje, compro em poucas lojas caras, e apenas nas que sei que oferecem produtos de qualidade).

Confessions of a shopaholic

Quando viajei, comprei pra caramba em lojas populares. Zara, H&M e Breshka eram meus pontos preferidos pra comprar peças super tendência do verão europeu gastando pouco. Até então tinha comprado pouca coisa em redes de fast fashion (fiquei quase um ano sem comprar roupas, esperando pela viagem). Depois que voltei, meu olhar sobre a moda mudou.

Passei a ver que comprar em loja barata e pagar pouco por uma roupa era tão bacana quanto comprar numa loja cara, apenas pelo status da etiqueta. É claro que numa magazine popular tu vai ter que saber fazer uma seleção muito mais pesada do que tu vai comprar. As vezes vai encontrar uma peça super bacana, mas que tem um detalhe que estraga tudo. Ou vai ver que o acabamento é péssimo e o tecido não vai durar uma temporada. Selecionar é essencial.

Desde que comecei a trabalhar com moda, ouvi falar nas peças essenciais. Aquela que toda pessoa precisa ter no guarda-roupas. Logo percebi a baboseira disso. Quem disse que eu preciso ter um terno clássico guardado, sendo que não preciso me vestir assim no dia a dia e pouco sou convidado para eventos sociais. Isso é balela de editor que não tem o que escrever e resolve fazer uma matéria pouco democrática sobre um assunto desses.

Existem peças eternas? Com certeza. Elas são iguais para todos? Não! Não! Não e não! Se pra uma mulher uma bolsa Chanel 2.55 é linda e irá compôr looks interessantes pelo resto da vida, para outras ela vai parecer antiquada. Se pra uma o vestido preto, básico, vai ser um coringa, para outra, que adora cores e estampa, ele só vai ocupar espaço no armário. A grande graça da moda é quebrar regras e essa ditadura vai justamente no caminho oposto disso tudo.

Chanel 2.55

Hoje, quando compro uma roupa, além de estar consciente se aquilo cabe no meu orçamento, também confiro se ela será útil no meu guarda-roupas. Porque peça pra ficar guardada, apenas ocupando espaço, não faz mais meu estilo. Posso afirmar que tudo o que eu tenho hoje, uso. E tenho camisetas que paguei quase os olhos da cara, mas que não me arrependo de ter comprado, de tanto que já usei. Já tem outras que considerei barato na hora da aquisição que estão lá, paradas. Uma roupa se paga a cada vez que é usada.

Vale refletir sobre o que vale a pena para si mesmo na hora de comprar e não seguir regras bestas sobre os must haves. Esse é o caso do barato que as vezes sai caro e do caro que sai barato. Equilíbrio e reflexão é tudo.

Lenço: o arremate ideal

Sempre achei o lenço uma peça essencial no guarda-roupas, seja de homem ou mulher. É uma peça capaz de arrematar qualquer look básico, deixando ele interessante e com informação de moda. O mais incrível é a história por trás desse pedaço de pano. Seu significado histórico é super rico e anda junto com o caminhar da humanidade.

Ines de la fressange scarfRoubei do blog Badulakit um pouco da história do lenço:
– Dizem que a rainha Nefertiti foi a primeira mulher na história a usar um lenço na cabeça em 1350 a.C. O tipo de lenço que a misteriosa rainha do Egito usava era conhecido como “khat”.
– Na China, em 230 a.C no reinado do imperador Cheng os lenços eram utilizados para identificar funcionários do imperador e guerreiros.
– Na Roma antiga os lenços de linhos surgiram para proteger as pessoas do frio e sua evolução natural foi o cachecol.
– Lenços também eram usados para limpar o suor e estava sempre ao alcance das mãos.
– Em 1261 d.C a dança do ventre, dançada no Egito, trazia o lenço como acessório para a dança e para o figurino da dançarina, que amarrava o lenço na cintura como uma saia.
– Portuguesas e espanholas demarcavam seus looks com lenços bordados na cabeça e caídos no ombro enquanto franceses usavam o lenço amarrado no pescoço.
– No século VXIII as portuguesas bordavam lenços para seus amados para serem usados como sinal de compromisso e nos anos 70 eles voltaram a ser usados como uma forma de comunicação, onde a cor escolhida e o bolso onde o lenço era usado sinalizavam os interesses das pessoas para se relacionar.
– O ciganos usavam e ainda usam lenços na cabeça e amarrados no corpo.

Head scarf

Uma das marcas mais conhecidas por seus lenços é a Hermès. No Brasil, as peças chegam a custar alguns mil Reais e são consideradas herança que passa por várias gerações de famílias. Uma peça da marca tem um significado tão forte, que nunca perde seu valor.

Scarf HermesDesde que a Rainha Vitória da Inglaterra e a princesa Elena Meshcherskaya da Rússia usaram o lenço como acessório entre o ano de 1837 e 1843, muita coisa mudou. Ao falar nos anos 50, quem não se lembra das divas do cinema com uma peça na cabeça, protegendo do vento, enquanto andam em carros conversíveis?

Audrey Hepbrun scarfO lenço se tornou até mesmo uma peça que significa culturas. Os turbantes são um exemplo disso. Ao ver a peça enrolada na cabeça de alguém, logo se remete à cultura africana, onde integrantes de tribos usam belas peças coloridas para enfeitar a cabeça.

Scarf AfricaO mais bacana do lenço é o fato de ser um acessório versátil. Seja no inverno, para aquecer, ou no verão, como um enfeite extra para os looks menos elaborados, é um arremate e tanto. O mais bacana é que existem muitos jeitos de usar e aquele simples pedaço de pano com estampas variadas ganha novas caras a cada uso. Vale investir.

Coluna Moda Mundo – 19 de julho

Consumo#Consumo
A sacola que ajuda
Muito se fala em consumo consciente, mas pouco se faz efetivamente. Enquanto marcas dizem ser ecologicamente corretas (mas pouco mudam seus processos de fabricação das roupas) e preocupadas com o mundo, continuam incentivando e financiando um consumo desenfreado, que gera acúmulo de dívidas e pouca reflexão na hora da compra. Isso não se limita a moda. Qualquer segmento usa dessas “armas” para sobreviver ao mercado.
Ter controle das compras é saber o que consome, sem acumular peças inúteis no guarda-roupas. Com lançamentos quase diários, é normal haver o desejo. Mas para que nunca se imaginou cortando gastos com roupas no dia a dia, uma regra muito difundida por consultores de moda é a seguinte: a cada peça adquirida, uma antiga deve ser doada. Praticar o desapego é melhor do que se imagina.
A marca sueca Uniforms for the Dedicated criou uma ação que, ao invés de incentivar as pessoas a não consumirem, estimula a “reciclagem” de roupa no ato da compra. Itens que ficaram de lado no armário há algum tempo podem trazer muita felicidade à outras pessoas. Ao comprar um item na marca, a sacola do produto, virada ao avesso, se transforma em outra sacola, feita para doar uma peça antiga.
A entrega pode ser feita na loja, que se encarrega de doar para as entidades que cuidam de pessoas carentes no mundo inteiro. The Rag Bag, como foi nomeada, é uma ação simples, que não vai ter nenhum custo a mais pro consumidor e um impacto enorme frente às dificuldades enfrentadas por muitos ao redor do mundo. Isso sim é um incentivo ao consumo consciente.

#Modices
Por que você…

Tênis

 

Não troca as sapatilhas pelos tênis? É a nova mania do mundo da moda. São os modelos esportivos que estão em alta e são usados desde o look casual até o profissional.

 

Sohpie Charlotte

 

Não faz um corte de cabelo radical, para mudar o visual completamente? Se inspire na atriz Sophie Charlotte, que cortou os fios à lá joãozinho para a novela O Rebu.

 

 

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Não continua usando botas de cano curto na primavera? Elas ficam lindas se usadas com vestidos fluidos ou rodados. Nada mais no clima da estação meio quente, meio fria. O modelo da vez tem muitas aplicações de metal, como o da foto, da Saint Laurent Paris.

 

Por um mundo com cuecas divertidas

Quem, assim como eu, já tem certeza do que vai ganhar da vó no Natal, Páscoa, aniversário e qualquer data festiva que envolva troca de presentes? A única certeza que eu tenho é que eu ganharei cuecas. É clássico. Na falta de saber o que me dar, ela sempre compra isso. Não é ruim, bem pelo contrário. Até pouco tempo atrás (quando achei cuecas super bacanas na H&M), nunca tinha precisado comprar isso.

001136604002_2Não quero falar de tendências em cuecas nesse post (embora isso exista), e sim sobre como esses centímetros de tecido, muitas vezes pouco valorizados por ficarem ali, escondidinhos debaixo do look, não precisa ser sem graça. Os modelos que comprei na Europa eram divertidos, com estampas variadas e pouco lembravam aquela peça de cor básica, que qualquer um tem. Claro que pouparei vocês de me verem com meu belo corpo exposto, porque não tô podendo.

Quero destacar nesse post as cuecas da Reserva (marca super criativa em todos os aspectos), que mesmo mantendo o preto básico, conseguiu dar uma ousada. Na barra, que muitas vezes só serve para mostrar a marca (beijo, pra quem vive mostrando a sua Calvin Klein), conseguiram inovar.

Frases como “Quem procura acha”, ou, “Cheio de amor pra dar”, saíram do lugar comum. Que mulher, ao ver o namorado, marido, peguete, PA, ou afim com uma dessas, não vai achar divertido? Se não conseguir mais nada, ao menos um sorriso ganha. Portanto, fica o conselho. Invistam em cuecas bonitas, seja pra sair, usar em casa, trabalhar ou para a noite de love. Pode não parecer, mas elas fazem toda a diferença no resultado final.

A editora de moda Diava Vreeland dizia que, mesmo de botas, a mulher deveria estar com as unhas dos pés bem feitas, pois se sentiria glamourosa. Creio que o mesmo valha para nossas peças íntimas.

Mais opções na galeria. Essas cuecas podem ser encontradas aqui.

Paris, je t’aime

Quando surgiu a oportunidade de eu ir a Europa a trabalho, logo decidi que esticaria para Paris. Meu destino profissional foi Milão, onde cobri o Salão do Móvel, principal feira do segmento no mundo. Conhecer a capital francesa era um sonho, quase um delírio para o adolescente que via uma viagem para o exterior como algo impossível até um ano atrás.

Me animei com a ideia, comecei a pesquisar hotéis, programas para fazer, voos e tudo o que se pode imaginar (isso tudo dividirei por aqui em posts futuros). Foi quase um ano nessa “balela” de decidir tudo. Mas, confesso, em vários momentos fiquei apreensivo e, em cima da hora, quase decidi não ir. A fama de que os franceses não gostam de estrangeiros foi um dos motivos mais fortes.

Essa foi a primeira parada em Paris, assim que desembarquei do ônibus que peguei no aeroporto. É a Ópera, que já faz tu babar de vista
Essa foi a primeira parada em Paris, assim que desembarquei do ônibus que peguei no aeroporto. É a Ópera, que já faz tu babar de vista

Além de que, revi o Box de Sex and the City e, na última temporada, quando Carrie vai à Cidade Luz e tem uma experiência traumática, é quase um banho de água fria para quem deseja visitar o local. Além de ter ouvido opiniões desanimadoras de amigos que já haviam ido a Paris e não gostado do local. Fiquei com medo. Isso era potencializado quando pensava que iria para lá sozinho, independente de agência, grupos turísticos e etc.

As passagens de Milão a Paris foram compradas em cima da hora, o hotel garanti com antecedência, porque achei um com bom preço e uma localização bacana. Ainda assim tinha minhas dúvidas se iria ou não. Já na Itália e vendo que poderia me virar perfeitamente sozinho, decidi ir. Tirando a parte que na chegada meus chocolates comprados na Suíça foram apreendidos, de resto foi tudo bem.

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Pisar na esteira que leva do avião ao portão de chegada do aeroporto, ao som de música clássica e com imagens de cidades francesas em cartazes emociona. O que passava na minha cabeça era: “Caraca, estou aqui, realizando meu sonho.”

A viagem que tanto temi estava acontecendo e sendo maravilhosa. Logo me apaixonei pela cidade, pelo ritmo tranquilo das pessoas, pelos prédios e pontos históricos. Meu primeiro programa foi procurar a Torre Eiffel. Confesso que sentei a beira do Rio Sena e chorei. Estava emocionado e feliz por viver aquilo que pensei que nunca fosse fazer.

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Para quem, assim como eu tive, pensar em não ir a Paris, só posso dizer: vá. Será um investimento maravilhoso, ou como eu disse, o “gasto” da minha vida. Não se trata de um destino barato, mas é incrível. O desejo de ficar por lá é grande e voltar ao Brasil, sim, dá uma depressão. Mas, assim como eu, pense: “We’ll always have Paris!”