4 passos para fazer as roupas durarem

Sim, é super possível fazer suas roupas durarem. Pode não ser a missão mais fácil do mundo, mas é necessária. Isso envolve atenção desde a hora da compra, passando pela lavagem/conservação, até quando algo dá errado e a peça estraga.

São passos simples, que muitas vezes não nos atentamos, mas somos capazes de fazer acontecer. Vamos a eles?

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Já falei sobre isso por aqui, mas é sempre útil relembrar: na hora de comprar uma roupa, não basta acharmos ela linda “por fora”, naquilo que todos verão. É importante que ela tenha um tecido de qualidade e as costuras impecáveis. Uma peça bem construída tende a durar muito mais tempo. Portanto, quando for para o provador, coloque ela do avesso.

Uma curiosidade: hoje em dia é regra vermos as costuras “rentes”. Mas vocês sabiam que antigamente, no tempo das nossas vovós, quando tudo era mais pessoal, era deixada uma sobra de tecido? Era uma segurança para caso ajustes fossem necessários, se a pessoa engordasse ou se os pontos abrissem. Poucas marcas mantém isso atualmente, porque acreditam ser um desperdício de tecido.

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Quando ouvimos falar em água quente, achamos tudo mais seguro, né? Mas sabia que ela pode estragar a sua roupa? Muitos tecidos, como a malha, encolhem com a água em altas temperaturas.

Em outros casos, principalmente em peças de baixa qualidade, o tecido é esticado na fábrica, para render mais, e com certeza encolherá com a temperatura elevada.

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Pela mesma razão, devemos evitar o uso da secadora. As roupas encolhem, principalmente as que têm algum fio sintético na composição (como o elastano do jeans). Em alguns casos elas voltam ao normal, em outros, não. Leia a etiqueta e confira as indicações do fabricante. Mas para não ter erro, opte sempre pelo tradicional varal.

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Rasgou, furou, estragou, descoloriu? Muitas vezes jogamos peças fora sem necessidade. Na maioria dos casos, reparos pequenos, feitos por costureiros, alfaiates e tintureiros, transformam aquela peça que pensamos em dar adeus, numa novinha.

Fala sério! São passos super simples, que se seguirmos no dia a dia, faremos as roupas durarem, diminuiremos o lixo gerado e faremos nosso dinheiro render mais.

Conheça e desenvolva seu estilo

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Sim, seu estilo é sua identidade. Sabe aquele papo de que com a roupa passamos uma mensagem para o mundo? É a mais pura verdade. Através do que vestimos demonstramos quem somos, o que gostamos, a qual “tribo” pertencemos. E isso muda com o tempo, não se preocupe.

Começamos a desenvolver o estilo pessoal na adolescência, quando queremos nos vestir para pertencer a um grupo. A partir dai, vamos somando as necessidades com inspirações visuais e nossa vivência. Pode ter certeza que algo do que mamãe te fazia vestir na infância, vai continuar fazendo parte do seu visual depois de adulto.

Dou pouca bola para as definições de livros. Romântico, básico, sensual… Acredito cada vez menos que uma pessoa possa ser definida dessa forma, mas sim que nosso estilo é uma soma de tudo que passamos na vida. E é pra isso que fiz esse post. Pra ajudar quem não está se encontrando em meio a tantas definições vagas.

Vamos começar pelo mais básico: as referências.

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Lá na adolescência, quando começamos a desenvolver nossa própria personalidade, as afinidades vêm por assuntos em comum. É o grupo que curte a mesma banda, que frequenta os mesmos lugares, pratica o mesmo esporte, lê o mesmo estilo de livros… E desde lá vamos acumulando referências que colaboram para nossa bagagem visual.

E geralmente é ai que surge a raiz do nosso estilo pessoal. Vamos “lapidar” o visual com o tempo, mas se você passou a adolescência toda usando preto, pode ter certeza que isso vai te acompanhar por muito tempo.

Antes disso, temos as referências familiares. Quem não lembra das roupas da mãe, do pai, dos avós, das amigas da mãe? E isso se torna uma herança visual pouco valorizada na juventude, mas que quanto mais o tempo passa, mais utilizamos.

Nesse passo da definição do estilo pessoal, o ponto é: crie um painel de inspirações visuais. Seja no celular, numa página de caderno, num cartaz… Junte imagens de pessoas que você considera bem vestidas, de estilos e peças de roupa que te agradam, de famosos que você acha estilosos. Essa soma vai dizer muito sobre quem você é e o que você realmente gosta.

Mas nessa etapa, seja 100% sincero consigo mesmo.

Crie painéis no Pinterest. Veja pessoas com peças semelhantes às que você tem. Fotos de street style com roupas usadas de maneira que você acha legal. E até mesmo aquilo que está distante da sua realidade, mas que por algum motivo te agrada.

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Essa pergunta é determinante para definir seu estilo. Por exemplo, de nada adianta uma pessoa caseira ter a maior parte do armário com roupas de festa e pouco se importar com o que veste em casa.

Preste atenção na sua rotina. O horário que sai pro trabalho – se é que sai, e não faz home office – e quando volta. Qual seu ambiente profissional? Costuma emendar eventos e happy hours? Vai a muitas festas? Enfim, a vida que você realmente tem, e não a que deseja.

Esse passo é essencial por dois motivos:

Primeiro, você será capaz de pensar o look com antecedência, tornando sua rotina mais prática na hora de vestir. Por exemplo, se for passar o dia trabalhando e à noite tiver um evento para ir e não tiver tempo de passar em casa, já planeje um outfit que, apenas com algumas pequenas modificações, se adaptará às duas situações.

Segundo, se você é uma pessoa que corre para cima e para baixo o dia todo e necessite de conforto, não tem porque ter mais sapatos de salto do que sapatilhas e tênis (e vice-versa)

Portanto, qual é sua real rotina?

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Eu diria que essa é a parte mais divertida de todas, a adaptação. Por exemplo, se você colocou no painel de inspirações a Lady Gaga, mas sabe que a vida não é um show, adeque o que ela veste à sua realidade. Ao invés de um vestido todo bordado de paetês, coloque um detalhe no look com brilho.

Faça um balanço do que você gosta (desejo), com o que você precisa (realidade). Pode ser que seu desejo seja andar de pijama 24 horas por dia, e isso pode ser traduzido em roupas com modelagens mais amplas e tecidos super confortáveis, arrematado com sapatos baixos.

Pense em tudo que você curte visualmente de maneira adaptável à sua realidade. Com o tempo isso passará a ser um hábito e fará sem sequer perceber. Ah, e claro, mantenha dentro do armário apenas aquilo que realmente usa.

Conhecer seu estilo pessoal é otimizar as roupas que temos, fazer as compras valerem e ter uma vida mais leve e autêntica. E não leve tanto em consideração o que os mandões por ai dizem sobre o que é ser elegante. A maior elegância está em sermos autênticos.