Tendance: cinco tendências para o inverno dos homens estilosos

TendanceA cada troca de estação surgem diversas listas de tendências que prometem ser hits na temporada. Poucas realmente pegam. Uma porque estão fora da realidade das pessoas e outra porque não conquistam além da mídia focada apenas em moda.

É mais seguro buscar informações do que realmente pegará pelas redes sociais e fotos de street styling, do que pela passarela e revistas segmentadas. Baseado nisso, fui atrás de “matches” de peças que apareceram em outfits da vida real, com as passarelas, além de uma vertente que no momento parece estranha, mas acredito que fará muito sentido no futuro. Vem comigo!

Cores quentesEsquentou!

Cores quentes, passando pelo vermelho, marrom, chegando aos alaranjados e até ao ocre (aquele amarelo que fica entre o mostarda e o laranja), aparecem como a cor forte aposta da temporada. Claro que os tons neutros, como preto, branco, nude e cinza predominam. Mas para tirar a sobriedade, essa é uma aposta muito certeira para quem quer colorir os dias de frio.

Desfile Ratier no São Paulo Fashion Week – Foto Zé Takahashi para Agência Fotosite

Calças curtasDe calças curtas

Ainda não aprendeu? Sim, amigos, as calças encurtaram e estão ficando cada vez mais curtas. Esse é um truque de estilo muito bacana propagado pelos europeus. E o inverno é a época ideal para usar isso. Afinal, com as meias estampadas cada vez mais em alta (e disponíveis até mesmo nas lojas de fast fashion nacionais), é super bacana que elas apareçam.

Desfile Colcci no São Paulo Fashion Week – Foto Zé Takahashi para Agência Fotosite

Moletons com diferencialMoletons criativos

Uma das peças que mais dividem opiniões no guarda-roupas masculino, o moletom volta com tudo. Mas não pense naquele modelo basicão, com aquelas marcas enormes da Nike ou Adidas. Recortes, aplicações, mix de materiais… Tudo isso deixa ele mais interessante e perfeito para o dia a dia ou até mesmo baladas.

Desfile Ratier no São Paulo Fashion Week – Foto Zé Takahashi para Agência Fotosite

Casacos alongadosCasacos alongados

Sim, os casacos estão mais longos. Desde os tradicionais trench coats, até parkas e cardigans ganham alguns centímetros e chegam a bater abaixo dos joelhos. Mas atenção, não é todo mundo que fica bem com esses modelos. Eu, por exemplo, que tenho pernas mais curtas em relação ao tronco, fico com a silhueta encurtada usando essas peças. Aposte em combinações de cores com pouco contraste, que ajudam a alongar visualmente.

Desfile João Pimenta no São Paulo Fashion Week – Foto Zé Takahashi para Agência Fotosite

EllusReferências esportivas

Ano de Olimpíadas, não poderia ser diferente. Inspirações vindas do esporte apareceram com tudo nas passarelas. Mas nada de sair por ai vestido com o fardamento do seu time de futebol. São peças chave que serviram como base para releituras feitas pelas marcas. Para tirar a cara de outfit de ginástica, ela é combinada com alfaiataria ou feita com tecidos mais nobres.

Desfile Ellus no São Paulo Fashion Week – Foto Zé Takahashi para Agência Fotosite

AgenderAgender

Esse assunto ainda vai dar muito pano pra manga. Como eu faço questão de dizer: roupa não tem gênero, é apenas expressão. Saias, vestidos e peças consideradas exclusivas do guarda-roupas feminino invadem o estilo dos homens. Ainda são poucos que adotaram (um dos expoentes é o ator Jaden Smith), o preconceito ainda existe, mas aos poucos muda. Será que um dia uma peça de roupa será finalmente vista apenas como uma peça de roupa?

Desfile João Pimenta no São Paulo Fashion Week – Foto Zé Takahashi para Agência Fotosite

Um post menifesto: consideração profissional

Respeito por favorDepois de um tempo sumido, venho com este post, que estou chamando de manifesto. Explico! Estou completando um ano como profissional liberal. Tenho a minha empresa Douglas Petry Conteúdo Criativo, onde atendo clientes desde fazendo styling para catálogos, até relacionamento com imprensa, cliente, e redes sociais. Ser dono do próprio negócio no Brasil não é missão fácil. Não diria que matamos um leão por dia, mas sim um por hora. Ainda mais em tempos de crise.

Que a coisa não está fácil para ninguém, é óbvio. Enfrentamos uma das piores crises que o país já teve e continuamos lutando para pagar impostos e conseguir viver. Se para quem tem um emprego fixo a coisa já não está fácil, imagine para o famoso “freela“. Muita gente faz muita coisa hoje em dia, o que leva a uma saturação do mercado.

Acima de tudo existe a ética. Profissional que sou jamais iria atrás do cliente de um “concorrente”. Acredito que se ele estiver insatisfeito e se identificar com o meu trabalho, virá até mim. Bater na porta tentando puxar o tapete do coleguinha nunca foi legal, e não passou a ser nem em tempos de crise.

Mas vamos ao que interessa. Sou profissional. Já fiz cursos e mais cursos. Estou sempre em busca de especializações para realizar um trabalho melhor e prestar o atendimento que o cliente merece. Mas não entrego um produto físico. Não é como vender uma roupa ou um bolo. É um investimento de confiança que o cliente fará, e o resultado pode demorar um pouco a vir.

Em meio a tantos cursos que já fiz, investi uma boa grana. É dinheiro que deixei de comprar alguma coisa que gostaria, que não usei para viajar, mas decidi investir no meu conhecimento. E por que fazemos isso? Para ter reconhecimento e ser valorizado um dia. Porém, ah, esse porém sempre aparece, não é bem assim na prática.

Quando um profissional lhe passa um orçamento, ele coloca junto os anos de investimento em aprendizado, o tempo gasto com isso, as pesquisas que faz constantemente e, claro, as horas que passará produzindo algo para você, o desgaste de materiais de trabalho, e afins. Não é errado pedir desconto. De maneira alguma. Porém, faça isso sem desvalorizar o trabalho da pessoa que se esforça para fazer um bom trabalho. Pense tudo o que há por trás antes de dizer que custou caro demais.

Ah, e não peça dicas a um profissional de como você mesmo pode fazer o trabalho dele. Isso é a  maior falta de respeito. A “dica de amigo” pode custar caro a quem dá e se negar a responder nos torna mal educados. Acima de tudo, pense que a pessoa depende disso para pagar contas, comprar comida e buscar mais especializações para sempre oferecer um bom trabalho. Como bem dizia a atriz Cacilda Becker: “Não me peça para dar a única coisa que tenho para vender.”

Moda Mundo: 3 motivos para os homens adotarem as bermudas curtas

Moda MundoEssa coluna surgiu de repente, enquanto navegava no Facebook. Um amigo postou o seguinte comentário: “Vi umas bermudas masculinas com o corte bem, bem acima do joelho em algumas vitrines em Lajeado. Só queria lembrar que essas peças são para usar de dia e não como pijama.”

É fato que as marcas estão tentando inserir as bermudas curtas no closet masculino. Porém, a maioria ainda resiste. O preconceito impera. Prova disso é que, desde que eu comecei a usar modelos que batem uns dois dedos acima do joelho, toda vez que saio na rua rola uma enxurrada de olhares.

Isso mesmo, senhoras e senhores. Em um tempo onde falamos tanto em liberdade na hora de se vestir (alô, Jaden Smith), além das pessoas não usarem determinado estilo, ainda julgam quem usa. Talvez por eu morar no interior a resistência (e os olhares) seja mais forte.

Trabalhei temporário em uma loja no fim de ano. Várias bermudas curtas, super bacanas, com estampas modernas e corte maravilhoso eram renegadas pelos homens, que preferiam os modelos mais compridos e, quando queriam ser modernos, cobrindo o joelho.

Na Europa o uso desses shorts é super comum. E não é questão de tendência, é estilo mesmo. Há anos italianos e franceses desfilam esses modelos em looks de street style. Nossos vizinhos argentinos são outro bom exemplo. Não se importam em botas as pernas (até mesmo as coxas) de fora. E nem olham torto para quem o faz.

Pensando nisso, decidi listar três motivos para os homens aderirem as bermudas curtas. Até porque, no que depender das marcas, eles verão esse modelo cada vez mais.

Bermudas curtas 11- Elas alongam as pernas

Legítima dica de personal stylist, que busca um motivo prático. Os cortes acima do joelho ajudam a alongar as pernas (alô, baixinhos). Além disso, a musculatura dos homens nessa região (panturrilhas e coxas) costuma ser bem definida, chamando atenção para uma parte super “em dia” do corpo. Os mais altos podem usar até mesmo com coturnos e botas, que o resultado vai ficar bacana.

Bermudas curtas 22- São modernas

Quer coisa mais datada do que aqueles bermudões abaixo do joelho e largos? Os modelos curtos vieram pra dar um respiro a essa peça que, ao contrário do universo feminino, raramente ganha novas versões para os homens.

Bermudas curtas 33- Ficam menos informais

É óbvio que uma bermuda mega estampada não pode fazer parte do seu look de trabalho em escritório, ou ir a uma reunião. Mas alguns modelos, com corte de alfaiataria e em tecidos como o linho, podem compôr tranquilamente até mesmo com blazer. Além da imagem ficar de que o homem se preocupa com o estilo e está antenado na moda.

Agora, meu querido, deixa esse preconceito de lado e bota essas coxas de fora. Não tem mais desculpa!