Arquitetura e música em sintonia

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Ilustrador cria prédios inspirado em canções e artistas. Para ele, os dois meios estão intimamente ligados

Para muitos, talvez a união de arquitetura e música seja inusitada. Mas não para o ilustrador italiano Federico Babina. Através de imagens de prédios criados por ele, traduz a essencia musical de artistas como Amy Winehouse, Elvis Presley e The Beatles.

Em seu trabalho, pretende usar os ouvidos no lugar dos olhos para conceber formas. Em seu projeto “Archimusic”, que une arquitetura, música e ilustrações, busca inspiração em 27 músicas bem conhecidas no meio da cultura pop. O artista criou pôsteres com desenhos de prédios um tanto inusitados.

Para idealizar as construções, Federico une diversos elementos. Se baseia na melodia e na letra da música, além da capa do single e do álbum em que ela foi lançada. As formas arquitetônicas e o ritmo das canções, segundo o artista, são regulados por uma ordem matemática em comum, por isso a junção de música e arquitetura não é tão improvável assim.

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Babina, que é ilustrador e arquiteto, já adaptou outras formas de arte em um trabalho anterior. Na série “Archist” que, curiosamente, também tem 27 itens, obras de nomes como Picasso, Marcel Duchamp e Andy Warhol viraram desenhos de construções. O trabalho de Federico é baseado nos estilos e temas dos originais.

“Archimusic” começa com “So What”, lançamento dos anos 50 do ícone do jazz Miles Davis. O ilustrador trabalhou também com clássicos, como as composições de Bach e Mozart, além de faixas contemporâneas, de Amy Winehouse, Blur, Nirvana e Beatles.

Para ele, música e arquitetura estão intimamente ligadas por uma “conexão cósmica”. Como ele disse ao site “Urdesig”, “nestas imagens, arquitetura e música compartilham uma linhagem cultural clara. A cor e as diferentes nuances da música moldam as formas e os volumes”.

Confira todas as imagens na galeria.

Matéria extraída do caderno Espaço A do mês de julho.

Saia trompete: cuidado para não confundir

Crédito da foto: Douglas Mallmann|Arquivo Mais Atual
Crédito da foto: Douglas Mallmann|Arquivo Mais Atual

Erroneamente chamado de peplum, o modelo com babado na barra virou tendência

Não é de hoje que a saia com babados na barra tem aparecido nas coleções nacionais e internacionais. O namoro fashion com o modelo tem aparecido há algumas temporadas. Pois há um nome técnico para o estilo: trompete (ou fit and flare). Ela é derivada da saia lápis, mas ganha um detalhe na ponta, para deixar com ares mais femininos.
A saia é é super feminina e permite várias combinações: com camisetas mais largas, ou um casaqueto de conjunto. Ainda pode aparecer com barra assimétrica. Das lisas às estampadas com texturas, das mais curtinhas às mais compridinhas, a saia é peça-chave do momento e ainda cabe em qualquer estação. Algumas dicas facilitam o uso.
Be-a-bá da peça
Quem tem quadril largo deve escolher modelos com o babado mais fluido e mais estreito, preferencialmente em tons mais escuros. Quando ele é muito largo, cria-se uma quebra na silhueta, o que ajuda a aumentar o quadril. Já tem quem essa parte do corpo mais estreita pode usar e abusar dos modelos estampados, em cores claras e com o babado bem largo (entre 10 cm e 12cm de largura, por exemplo). Quem tem esse perfil também pode escolher as saias mais estruturadas que se ajustem mais na parte reta do modelo.
Quanto mais longo o comprimento da saia, mais a mulher precisa ser longilínea. O babado em alturas baixas (joelho, panturrilha) provoca um achatamento na silhueta. As saias na altura do joelho tornam-se mais versáteis em termos de formalidade, podendo inclusive ser usadas para ocasiões de trabalho.
Para quem tem pernas grossas e pouca altura, o comprimento mais fácil desta saia é o curto. A parte reta tendo mais ou menos 2,5 vezes a altura do babado é uma proporção que costuma funcionar bem (exemplo: parte reta com 24cm e o babado com 9cm). A mensagem transmitida é bastante jovem, por isso reserve-a para passear.

Matéria extraída da edição de 12 de julho do Mais Atual

Coluna Moda Mundo – dia 12 de julho

A partir de agora, publicarei na íntegra, e algumas vezes com adicionais, minha coluna do caderno Mais Atual, por aqui. A publicação é no sábado e a atualização no blog será na segunda-feira.

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#Carreira
Os 20 anos de moda de Herchcovitch

Poucos nomes na moda nacional alcançaram a grandiosidade que Alexandre Herchcovitch conquistou. Completando 20 anos de carreira, com sua marca própria vendida para um dos maiores conglomerados fashion do país, assinando linhas de produtos diversos (de móveis a óculos), desfilando suas coleções em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iorque, além de dar palestras em todo o país, fala com franqueza e conhecimento sobre o trabalho no setor.
Em entrevista a revista FFW Mag, contou que o primeiro desafio de sua carreira todos foi decidir o que fazer: roupa, imagem, moda. Depois aprendeu a construir uma roupa, passar do tecido para uma escultura tridimensional. A escola foi a experiência de sua mãe. Anos mais tarde começou a se preocupar em colocar nome nas criações, daí o desafio foi fácil, a dúvida era: a marca teria seu nome próprio ou um novo? Por optar em fazer peças autorais, era natural usar sua assinatura.
Sua característica de criação é procurar sempre uma maneira mais interessante de fazer aquilo que já foi feito. “O corpo não muda, temos dois braços, duas pernas e assim vai… Vestir e despir é um jogo que exercito há anos, ora revelo o corpo com peças ultrassensuais.” Não há muito mais o que inventar na moda. O caminho que decidiu seguir o possibilitou criar além do vestuário, e isso é extremamente importante para quem cria: diversificar.
Vender sua marca não foi missão fácil. Precisou provar o quanto ela valia e como o grupo poderia faturar em cima dela nacional e internacionalmente. Segundo o estilista, existe uma ilusão ao chegar a um valor de uma marca. Quem compra não leva em conta o intangível, o alcance do nome, os anos de branding, o investimento, o quanto ainda se pode faturar com ela, e sim os números reais.
No início, vendeu 70% e ficou com o restante. Percebeu que ter 30% é a mesma coisa que ter 0%, pois era o minoritário, não decidia nada. Hoje é apenas um contratado, sem nenhuma participação, e se considera feliz assim.
Herchcovitch mostra como um estilista se torna uma marca e pode conquistar espaço de maneira criativa em um mercado cheio de criações comerciais e muito preocupado apenas com a venda. Suas coleções são muito elogiadas por críticos de moda e valorizadas pela clientela, que é ampliada pelas parcerias realizadas com marcas de preços mais populares.
Em outra entrevista, essa concedida à TV Cultura, falou sobre a valorização de seu trabalho. Aprendeu, com o tempo, a dar um preço justo a suas criações. No começo, chegava a descontar a mão de obra para não perder clientela. “Com o tempo mudei. Descobri quanto valia e passei a cobrar isso”, conta, dando uma lição a quem cobra preços injustos, prejudicando todo o mercado.

 

Moda em app: ASAP54

A busca por looks on line ficou mais fácil. O aplicativo ASAP54 chegou para tirar as dúvidas de quem navega pelos sites de moda, aplicativos de looks do dia e redes sociais. A dinâmica é simples: viu uma peça que gostou, fotografe ou salve a imagem e jogue no app. Lá você dará crop, para mostrar o que mais interessa (desde um detalhe até a estampa) – é como se fosse postar uma foto no Instagram, mas sem filtros – e a busca mostrará de onde é aquela roupa, ou dará opções semelhantes.

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Além disso, te dá a possibilidade de comprar na hora. É o máximo. Nas pesquisas aparecem desde peças caras (se seu cadastro for feito no Brasil, diretamente o valor é convertido para Reais), até as mais acessíveis, de marcas como Zara e H&M. A Inglaterra e os Estados Unidos são os países que mais baixaram o ASAP54, seguidos pelo Brasil. Por aqui, os looks mais buscados são os da blogueira Thássia Naves (questão de gosto, né?).

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O mais bacana é que o aplicativo é de uma brasileira. Daniela Cecilio criou o ASAP54 porque se frustrava com suas buscas de looks referência no Pinterest e Instagram, na maioria das vezes sem saber as marcas das roupas. Então, resolveu criar um facilitador para quem passava pelo mesmo. Ela vive em Londres e é casada com o dono da Farfetch, uma das maiores parcerias do app. Hoje sua equipe tem 20 pessoas de todo o mundo, para o brainstorm e a pesquisa por peças ser mais rica.

O aplicativo está disponível gratuitamente na Apple Store. Basta buscar por ASAP54.

Cheguei

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Mais um blog pra minha coleção. Depois de muito conversar e perceber que estava precisando retomar a comunicação digital, cá estou. Neste espaço falarei sobre tudo. Não me limitarei à moda, embora essa seja minha especialidade.
O blog será uma extensão de mim. Falarei sobre tudo o que me interessa, da beleza à cultura, do turismo à gastronomia (sou péssimo gourmet, mas ótimo gourmand). Pela primeira vez coloco meu nome em um blog e sei que é uma grande responsabilidade fazer isso. Provavelmente vocês não encontrarão looks do dia por aqui – ou raramente verão. Pretendo fugir do que se convencionou a chamar de blogs de moda, mostrando o que eu visto, dando a minha opinião pessoal sobre aquilo que eu mesmo montei.
Ter uma plataforma digital, para mim, não é apenas postar o que acho sobre determinados temas. Claro que minha opinião estará expressa nas postagens. Mas podem ter certeza de que, por trás de cada post, haverá muita pesquisa e busca por fontes confiáveis para que o texto seja o mais confiável possível.
Existe muito lixo e muita informação errada por ai. Acredito que para combater isso, devamos usar a boa informação. Só assim formaremos pessoas bem informadas e que entendam realmente do assunto que falam.
Sejam todos bem vindos e, a partir de agora, tentarei mostrar postagens diárias sobre todos os assuntos que gosto e pesquiso. Opiniões, sugestões e afins são sempre ótimos.