Sejamos mais por nós mesmos

Depois de meses de espera na fila por uma terapeuta, eis que ela me chama no Whatsapp e pergunta se ainda tenho interesse. Penso em negar, afinal, estava me tratando com outra profissional e vendo os efeitos. Mas depois de muito ter ouvido falar bem dela, a curiosidade era enorme. “Não custa tentar”, me convenci. No dia seguinte estava à espera da primeira consulta, num nervosismo como se nunca tivesse passado por essa situação antes.

O papo fluiu. Sentia a sensibilidade dela e falávamos sobre a minha vida. Após muita emoção, ela me questiona: “tu gostas de ti mesmo?” O baque foi grande, e instantaneamente disse que sim. Mas péra ai, não é bem assim! Logo após emendei: algumas vezes sinto necessidade de mudanças para gostar de mim. Seria isso uma maneira de não gostar?

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Oras, que tolice! Não é porque as vezes quero perder uns quilos, que hora ou outra bate a vontade de cortar o cabelo ou mudar seja lá o que for, que eu não gosto de mim mesmo, não é mesmo? Mas não é assim que a banda toca – infelizmente.

Crescemos em meio a pressões. Desde a infância, nossos pais projetam o que querem que sejamos no futuro. Nunca fui o filho médico que a minha mãe desejou – e não me arrependo nada disso. Quando chegamos na adolescência passamos a nos adaptar para sermos aceitos pelos amigos, que no momento parecem ser as pessoas mais interessantes do mundo, mas que o tempo mostra que estávamos enganados. E seguimos assim pelo resto da vida, tendo dificuldade de reconhecer qual é a nossa vontade de mudar e qual é a pressão dos outros.

Agradar o chefe, a família, o mozão, os amigos, os vizinhos… Parece que todo o tempo precisamos provar para alguém que somos o que esperam de nós. E tem loucura maior que essa? Quando vai ser a hora que criaremos coragem e diremos: eu não sou como você espera. Eu sou eu, nem melhor nem pior. Lide com isso!

Ah, se fosse tão simples, não é mesmo? Estamos o tempo todo tentando provar ao outro que somos da maneira que ele deseja, para quem sabe um dia ele nos aceitar da maneira que somos. Com isso, quem se aceita como é, é taxado de egocêntrico.

Não há problema algum em nos gostarmos da forma que somos!

E esse “gostar” é o suficiente para acordarmos felizes, nos olharmos no espelho buscando qualidades ao invés de defeitos, sabermos do nosso valor e que somos livres. É uma busca pela consciência de quem nós realmente somos, independentes de padrões e selos da sociedade. A não ser que você faça algo de extraordinário, dificilmente vai receber uma menção honrosa por ser quem é. Então, dê ela a si mesmo!

Com certeza existirão pessoas dizendo que você precisa mudar. Não mude por eles. Mude se você sentir que deseja isso. Viva a sua vida, independente de seja lá quem for, estiver falando seja lá o que sobre você.

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