O que eu aprendi sobre a yoga (e sobre eu mesmo) praticando

yoga-1A história inicia da seguinte maneira: há mais ou menos um ano, uma amigona minha, a Carol Leipnitz, começou a dar aulas de yoga. Desde então ela me convidava para fazer pelo menos uma aula experimental e ver como me sairia. Pra reiterar, outra amiga dizia há meses que estava praticando e amando a técnica que, segundo ela, fez mudar a percepção de muitos fatores da vida.

Fui deixando, porque morria de medo de não me dar bem (sim, sou desses que se se sentem inseguros, simplesmente travam). Os movimentos, a força, e a própria energia que tu precisa estar numa aula dessas me apavorava de uma maneira inenarrável. Há um mês atrás, em meio a um turbilhão de emoções e vários hábitos de vida mudados, decidi finalmente participar de uma aula e ver no que daria.

Dias antes havia ouvido um relato de uma pessoa que afirmou ter mudado toda sua vida desde que começou a praticar yoga na adolescência. Passou a prezar pelo natural, mudou alimentação, passou a consumir conscientemente… Fatores que há tempos tenho tentado inserir na minha vida.

Foi o momento de eu dizer: deixa o medo de lado, e vai!

yoga-2Entrei na primeira aula aflito. Pessoas diferentes, numa sala com luz baixa e música relaxante. Tudo aquilo que no dia a dia a gente sabe que ajudaria, mas não faz, entende? O primeiro mito/preconceito que derrubei foi: yoga não se trata apenas de relaxamento (falo sobre isso mais a frente), mas também de uma força inacreditável. Mesmo respeitando seus limites, é feito um esforço.

A prática se trata acima de tudo de consciência corporal. É você conhecer seus limites, ir até onde seu corpo suporta e focar em você durante aquele momento. Quantas vezes simplesmente respiramos sem prestar atenção no que estamos fazendo? Pois durante aquela uma hora prestamos (e muita)! Respirar é fundamental e ajuda em tudo, principalmente na concentração.

Um dos meus maiores desafios (que eu inclusive acabei de desabafar com a Carol) é na concentração. Chegar uns minutos antes, esquecer da existência do celular, de trabalho, de brigas, já ajuda. Mas a maior disputa é interior e lá é o lugar pra se entender consigo mesmo. Aplicar a respiração correta e fazer os movimentos lentamente ajudam a relaxar e por mais que você tenha problemas e pense neles, parece que a maneira de lidar se torna diferente.

Sobre o relaxamento, saio das aulas me sentindo mais leve. Estar “de bem” consigo mesmo faz o mundo parecer melhor. Passamos a olhar mais para dentro, a se conscientizar mais, a respirar tranquilamente, prestando atenção nesse ato vital, que fazemos de maneira automática. Enfim, o relaxar é reflexo da conscientização vinda com a prática.

Estou há apenas um mês nesse mundo de yoga, mas já percebo as diferenças. Não passei vergonha e é tranquilizante saber que por mais que me desequilibre ninguém vai julgar, porque a prática não é uma competição.

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