Um post menifesto: consideração profissional

Respeito por favorDepois de um tempo sumido, venho com este post, que estou chamando de manifesto. Explico! Estou completando um ano como profissional liberal. Tenho a minha empresa Douglas Petry Conteúdo Criativo, onde atendo clientes desde fazendo styling para catálogos, até relacionamento com imprensa, cliente, e redes sociais. Ser dono do próprio negócio no Brasil não é missão fácil. Não diria que matamos um leão por dia, mas sim um por hora. Ainda mais em tempos de crise.

Que a coisa não está fácil para ninguém, é óbvio. Enfrentamos uma das piores crises que o país já teve e continuamos lutando para pagar impostos e conseguir viver. Se para quem tem um emprego fixo a coisa já não está fácil, imagine para o famoso “freela“. Muita gente faz muita coisa hoje em dia, o que leva a uma saturação do mercado.

Acima de tudo existe a ética. Profissional que sou jamais iria atrás do cliente de um “concorrente”. Acredito que se ele estiver insatisfeito e se identificar com o meu trabalho, virá até mim. Bater na porta tentando puxar o tapete do coleguinha nunca foi legal, e não passou a ser nem em tempos de crise.

Mas vamos ao que interessa. Sou profissional. Já fiz cursos e mais cursos. Estou sempre em busca de especializações para realizar um trabalho melhor e prestar o atendimento que o cliente merece. Mas não entrego um produto físico. Não é como vender uma roupa ou um bolo. É um investimento de confiança que o cliente fará, e o resultado pode demorar um pouco a vir.

Em meio a tantos cursos que já fiz, investi uma boa grana. É dinheiro que deixei de comprar alguma coisa que gostaria, que não usei para viajar, mas decidi investir no meu conhecimento. E por que fazemos isso? Para ter reconhecimento e ser valorizado um dia. Porém, ah, esse porém sempre aparece, não é bem assim na prática.

Quando um profissional lhe passa um orçamento, ele coloca junto os anos de investimento em aprendizado, o tempo gasto com isso, as pesquisas que faz constantemente e, claro, as horas que passará produzindo algo para você, o desgaste de materiais de trabalho, e afins. Não é errado pedir desconto. De maneira alguma. Porém, faça isso sem desvalorizar o trabalho da pessoa que se esforça para fazer um bom trabalho. Pense tudo o que há por trás antes de dizer que custou caro demais.

Ah, e não peça dicas a um profissional de como você mesmo pode fazer o trabalho dele. Isso é a  maior falta de respeito. A “dica de amigo” pode custar caro a quem dá e se negar a responder nos torna mal educados. Acima de tudo, pense que a pessoa depende disso para pagar contas, comprar comida e buscar mais especializações para sempre oferecer um bom trabalho. Como bem dizia a atriz Cacilda Becker: “Não me peça para dar a única coisa que tenho para vender.”

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s