Profile: Douglas Mallmann

ProfileO primeiro Profile é com o modelo, scouter e fotógrafo de moda Douglas Mallmann. Ele nasceu em Santa Clara do Sul e conviveu com o crescimento profissional de Shirley Mallmann, sua prima. A tomou como inspiração e, com 19 anos, decidiu investir na carreira. Emagreceu, se enquadrou no perfil exigido pelo mercado, e foi à luta.

Depois de alguns anos de carreira, começou a trabalhar com fotografia e a busca por new faces. Atualmente está na Índia, onde tenta equilibrar as três carreiras e vive sua maior paixão. Também comanda sua própria agência, a Madchen Models (www.madchenmodels.com) na qual encaminha novos talentos para carreiras internacionais.

Saiba um pouco mais sobre ele no perfil desta semana.

Douglas Mallmann

O que te fez decidir ser modelo?

A vontade de fazer algo diferente, poder viajar, conhecer novos lugares fazendo o que gosto. Shirley Mallmann sempre foi uma inspiração para mim também. Logico que não daria um tiro no escuro, antes de você tentar ser modelo precisa saber se ao menos se tem perfil e altura para isso.

Ter o sobrenome de uma das maiores modelos do país pesou de alguma maneira?

Com certeza, saber que ela veio da mesma cidade que a minha e chegou onde chegou sempre foi e será uma inspiração. Não só pela carreira de modelo. Mas sim pela coragem de encarar o mundo.

Quais as maiores dificuldades que enfrentou na carreira?

Peso. Sou alemão nato, e com um perfil voltado para o fashion, então a balança sempre foi minha inimiga. Porem existem mercados como o que eu estou, que não são tão rígidos com medidas onde o meu perfil se encaixa bem. Outra grande dificuldade sempre foi a instabilidade financeira. Como não recebemos salario fixo alem do dinheiro semanal que é dado pelas agencias, sempre acaba sendo um desafio.

Como teus pais lidam com a tua carreira? Foi fácil “desapegar”?

Meus pais sempre me apoiaram,, tanto eles quanto a minha irmã. Acredito que sempre foi mais difícil para eles desapegarem do que para mim, pois amo viajar e conhecer nos lugares, países, e amizades. Então sempre soube “administrar” a Saudade.

Qual foi o primeiro país que viveu no exterior? Quantos anos tinha e como foi a experiência?

Foi em Milão, na Itália. Tinha 20 anos. Acredito que para um modelo a primeira viagem sempre é a de maior expectativa. Pegar um mapa e procurar endereços de castings, com o inglês super básico com certeza foi o maior desafio. Milão para mim, assim como toda a Itália, na minha opinião e uma cidade muito linda, histórica, pacata e romântica.

Quais os pontos positivos e negativos da carreira de modelo?

Os negativos são a instabilidade financeira, as exigências de designers, empresas e marcas, agências não competentes, desvalorização constante do mercado, profissionais que só pensam em tirar dinheiro de jovens sem perfil algum para o mercado. Já como pontos positivos, vejo a possibilidade de viajar, conhecer novos países, lugares, culturas, e melhorar o Inglês. Além de trabalhar sem uma a carga horaria mensal, em um trabalho relativamente fácil.

Sendo homem, sempre teve facilidade em conseguir trabalhos? Percebe que houve um aumento nesse segmento?

Sim, ainda existe uma diferença significativa quanto a trabalhos femininos, e o mercado masculino é menor também. Além de cachês diferentes para ambos (mulheres trabalham e ganham mais). Mas aos poucos o mercado masculino começa a se desenvolver.

Além de modelo, tu te tornastes scouter e fotógrafo focado em moda. Já estar no meio facilitou essa transição ou percebeu certo preconceito de mudar de área por ser modelo?

Sim, mudar o segmento e formas de trabalho eram planos que se existiam desde o inicio da carreira. Há dois anos, sou scouter internacional e a 6 meses decidi em conjunto com meu namorado Bruno Riccetto, abrir a Madchen Models International. Empresa com foco somente no mercado internacional. Hoje fotografo nos tempos disponíveis pois o trabalho de uma agencia mãe as vezes chega a 24 horas por dia. Amo tudo relacionado a moda e publicidade.

Como funciona o trabalho dos agentes e scouters e como os novos modelos são encaminhados para a carreira?

O nosso trabalho e descobrir, preparar, orientar fotografar e encaminhar novos modelos aos nossos parceiros internacionais. Alem de dar assistência do inicio até o final de cada contrato dos modelos. Conselhos. explicações, contratos, ligações e emails fazem parte do dia a dia so nosso trabalho.

Como percebe que uma menina ou um menino tem potencial para a profissão e de que maneira trabalha para encaminhá-lo a uma carreira?

Depende de cada caso, a pergunta principal não é se a(o) modelo gosta de desfilar ou tirar foto, mas sim a altura. Essa é a pergunta inicial para a nossa avaliação. Hoje só trabalhamos com meninas de 1,72 m a 1,82 m e meninos de 1.85 à 1.90. Não são regras que nós impomos, mas sim o mercado internacional.

Quais os melhores países atualmente para os new faces?

China e Índia são países que sempre precisam de novos perfis. E abertos a estilos diferentes.

Além de perfil e força de vontade, o que mais um futuro bom modelo deve ter?

Ter foco, ser decidido no que quer, estar sempre disposto para novas mudanças, testes, trabalhos e novos contratos. Alem da disciplina alimentar. Comer certo e sempre manter as medidas corporais exigidas pelo mercado são pontos essenciais.

Z

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