As peregrinações de Mariana Kalil

Mariana-Kalil_Créd-José-Waxemberg_Estúdio-Mythos-800x1200Para mim a melhor qualidade de um escritor é a sensibilidade. Linha após linha ele deve provocar sensações no leitor, despertando o desejo de partir para o próximo parágrafo ou capítulo. Só assim para encararmos as páginas e páginas de um livro. Em 2011 a Mariana Kalil, então editora da revista Donna, lançou seu primeiro livro, “Peregrina de araque” (editora Dubliense). Como eu acompanhava seu trabalho e suas peripécias com o xerife Bento, seu cãozinho de estimação, no blog Por Ai, comprei.

Estava em Porto Alegre, por acaso no Donna Fashion Iguatemi (aliás, fiquei próximo da Mariana e me bateu uma vergonha de pedir um autógrafo no livro. Se arrependimento matasse…), e voltaria a Lajeado no mesmo dia. Peguei para leitura da viagem, pensando em ler uma página ou outra entre uma soneca e outra.

Puro engano. Li o livro de cabo a rabo durante a uma hora e meia de estrada e cheguei em casa faltando poucas páginas para terminar. Ah, que delícia foi ler as histórias da Mari numa viagem que fez a Jerusalém, acompanhando um grupo de turistas religiosos, que depois viraria uma reportagem da Zero Hora.

Desde as primeiras páginas, quando revela seu medo de voar, até as lembranças que resgata nos capítulos, as personagens que estavam no grupo, seu desespero ao quase ser deportada… Foi uma das leituras mais agradáveis que tive em muito tempo. Com um texto leve, Mariana envolve o leitor. Nos faz terminar o livro e pedir por mais.

E veio mais. Em 2013 ela lançou “Vida peregrina” (editora Dubliense), seu segundo e tão prazeroso quanto o primeiro livro.

IMG_5526Em Vida Peregrina ela mantem o texto leve e gostoso, os parágrafos que mesclam humor e emoção, e nos leva por uma viagem pela sua própria vida. Conta as experiências vividas desde que optou por estudar jornalismo, ainda na adolescência, até os anos vividos no exterior, na Espanha, e os desafios que enfrentou nas redações de São Paulo, onde trabalhou em revistas como Época e Quem.

Há uns meses a Mari largou a chefia da edição da revista Donna para se dedicar aos livros. Está às vésperas de lançar seu terceiro título, “Tudo tem uma primeira vez”, uma coletânea de crônicas que fala, justamente, sobre primeiras vezes. Não vejo a hora de ter o meu e me deliciar nas linhas bem humoradas dessa escritora que desperta o prazer pela leitura até de quem prefere passar tempo na internet. E que venham muitas peregrinações por ai.

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