The True Cost, a verdade sobre a roupa barata

The true cost 1Há muito eu ouço falar em sustentabilidade na moda e vejo pouco ser feito. O avanço do fast fashion transformou o cenário e transformou algumas produções que até pouco tempo eram comuns em algo defasado. Por exemplo, o feito sob medida durante muito foi visto como algo superado pela velocidade das tendências. Mas o tempo mostrou que não e agora ele volta com o merecido peso de ouro que tem.

É legal ir numa loja como a H&M e comprar um monte de roupa bacana por um preço baixo? Com certeza. Eu mesmo era fã. Só que um dia, por acaso, encontrei o documentário The True Cost no Netflix e mudei minha opinião. Sabe aquela verdade que todos sabem, mas não querem ver? Ele esfrega isso na nossa cara e mostra trabalhadores de lugares como Daca e Camboja que trabalham em condições deploráveis, em salas trancadas e com grades até nas janelas, ganhando no máximo 3 Dólares por dia.

A indústria é movimentada por grandes marcas, desde as fast fashions, que querem o produto rápido, para circular com a velocidade que os tempos modernos pedem, até marcas reconhecidas, como a Nike. Os proprietários das fábricas entram no jogo de “se você não fizer por um valor mais baixo, outro faz”, e quem sai perdendo (inclusive vidas), são os trabalhadores. O sistema não paga nem um salário mínimo aos funcionários e quem questiona chega a sofrer agressões.

The true cost 2

The True Cost | 92 minutos | Disponível no Netflix

Por ano são vendidas 80 bilhões de peças de roupa no mundo. Estima-se que um americano comum gere 38kg de lixo com roupas. A indústria sustentável abrange toda uma cadeia, desde a plantação do algodão, passando pelas tecelagens, até a confecção e venda. Mais do que a questão do custo, há o lixo gerado pela falta de conscientização de que a durabilidade é complementar ao visual.

Nomes importantes da moda sustentável são apresentados no documentário, como a renomada estilista Stella McCartney, que foi pioneira ao popularizar o assunto em suas coleções, e a diretora criativa da marca Eco-Age, Livia Firth, que afronta ferrenhamente o sistea de fast fashion. Mostrando que nem tudo está perdido, é apresentado o projeto People Tree, que comercializa na Inglaterra e outros países roupas sustentáveis produzidas no Oriente, com mão de obra justa e valorizada.

Com certeza, assim como eu, depois de assistir este documentário sua visão sobre a moda será outra. E optar pela qualidade perante a quantidade vai ser rotina.

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