Costanza Pascolato bate-papo em Porto Alegre

IMG_1276Costanza Pascolato é considerada a papisa da moda brasileira. Seu currículo é invejável. Trabalhou por 17 anos no departamento de moda da editora Abril, tem uma vasta experiência na tecelagem de sua família, a Santa Costância, onde atualmente é consultora, tem dois livros publicados e uma coluna fixa na revista Vogue, além de um sucesso enorme na internet. É até estranho vê-la pessoalmente. Uma pessoa tão importante para a moda brasileira, com uma aparência tão frágil (sim, gente, ela é pequena), porém, sempre elegante.

Ontem Costanza esteve em Porto Alegre, numa ação da loja Spezzato, batendo um papo com o público, falando sobre moda, estilo e contando um pouco de sua história. Um dos primeiros comentários foi sobre os blogs de moda. Para ela, os blogueiros são uma necessidade em tempos de internet. No começo de sua carreira, nos anos 70, percebia tudo de uma maneira diferente. A comunicação era mais vertical, focando muito na opinião do editor. Com o tempo o mercado foi se abrindo e a chegada da internet tornou tudo mais acessível e os bloggers fazem parte da cultura jovem e de uma nova moda.

O web programa Costanza e Marilu, que faz ao lado da artista plástica Marilu Beer, já chegou a sua segunda temporada e foi exibido na TV à cabo, surgiu da longa amizade que as duas mantêm há anos. “Decidimos parar de reclamar no sofá de casa e fomos para a frente das câmeras.” O projeto deu certo, segundo ela, principalmente pelos esforços da equipe, que torna tudo mais interessante.

IMG_1172Uma de suas frases mais replicadas, principalmente nas redes sociais, “O que você tem, todo mundo pode ter, mas o que você é, ninguém pode ser“, foi explicada como um momento de mau humor. Surgiu quando entrou no mercado de trabalho, obrigada pelo pai, que chegou a deserdá-la. Foi trabalhar na Editora Abril e um de seus colegas se disse contra Costanza trabalhar na redação, pois tirava o “pão” deles. Foi então que falou: “Aquilo que vocês sabem eu vou aprender. O que eu sei, vocês jamais aprenderão.” Ao longo do tempo a frase foi sendo replicada e mudada, até chegar a versão mais conhecida atualmente.

Sempre se considerou uma rica-pobre, porque aprendeu desde cedo a se virar e se sustentar. É apaixonada por estudar história para aprender a amplitude do mundo. Acha essencial a pessoa olhar para além de seu país, para aprender como outros povos lidam com as mesmas situações. Inclusive, fez um comentário sobre a crise que atualmente se instaurou no Brasil: “Todo período de crise dá a chance de descobrir novas oportunidades. Sempre foi assim.” Para ela, todo mundo que é bacana e dinâmico hoje, está se mexendo para mudar de situação.

IMG_1168Sobre estilo, diz que muitas mulheres têm uma personalidade definida, mas se vestem como outra. Não acha errado, desde que ela segure o look. Não acredita na definição das pessoas pela sua idade. Prova disso que é no trabalho como consultora da tecelagem, convive com muitos jovens e costuma primeiro ouvir o que eles têm a dizer para depois opinar. “Uma das grandes evoluções da nossa época é a longevidade.”

Conta que quando sua mãe morreu, há cinco anos, passou a não achar necessário ir para o trabalho na tecelagem todos os dias e virou consultora. Hoje vai quando é chamada. “É muito mais útil eu ir quando necessitam de mim, ao invés de estar lá todos os dias, de mau humor, sem ajudar em nada.” E ainda dá um ensinamento que serve para todos levarem para a vida: “Na moda e na vida, vão de coração.”

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