O que eu aprendi em 2014

O que eu aprendi em 2014Para muitos 2014 não foi um ano fácil. Percebo que foi de muita mudança, adaptação, perdas. Uma época pra repensar, sair da zona de conforto e, em alguns casos, recomeçar do zero. Para mim, foi de muito aprendizado. Vivi coisas que pensei nunca serem alcançadas, mas passei por desafios que nunca me imaginei encarando. Este post não vai falar só sobre moda, mas sobre lições que eu tirei pra vida.

  • Diploma não é tudo: nem sempre ser formado em algo garante emprego, reconhecimento e, principalmente, conteúdo. Tem muita gente com o canudo na mão que não tem um pingo de experiência e acha que as pessoas devem correr atrás dela. Não é bem assim, meu bem. Se esforçar garante muito mais sucesso do que passar anos numa universidade. É importante? Com certeza, mas tem muito mais por trás da parte teórica que a faculdade ou um curso ensinam e isso a gente só aprende na vivência. E se tem algo que podemos aprender disso tudo é que o reconhecimento vem andando de jegue. Se ele vier montado em um lindo cavalo branco, numa velocidade muito voraz, desconfie, porque tem algo de errado.
  • A moda não tem regras: foi-se a época onde alguém ditava o que os outros deveriam ou não usar. Hoje o que comanda é o estilo pessoal. E nada mais certo que isso. Chega de todo mundo vestir a mesma coisa só porque “estão usando”. Reconheça, desenvolva e aperfeiçoe seu estilo. A partir dele, use ou não as propostas do mercado, mas preze por se sentir bem. Tá gordinha e quer usar uma bata branca? Vai fundo. É baixinha e quer usar listras verticais? Não perde tempo.
  • Networking é essencial: nunca tinha levado isso a sério. Mas esse ano percebi a importância e veracidade de ter um bom networking. Me abri pra conhecer pessoas novas, bati altos papos sobre assuntos diversos. Em alguns casos, elas viraram minhas melhores amigas. Em outros, vi que não valiam a pena. Mas mais do que ter uma boa rede de contatos, tenha em mente que é importante conservar ela. Por isso, não perca o contato, que seja uma mensagem pelo Whatsapp de vez em quando, ou marcar um café para falar de assuntos aleatórios, tudo isso é importante, principalmente porque os outros são uma ótima fonte de informação e inspiração.
  • Cobrar é importante: sempre tive medo de cobrar pelos meus serviços. Não sabia se valia tanto quanto achava. Até que um dia uma amiga disse que se eu não me valorizasse, ninguém iria. Minha visão mudou. Aumentei meus preços em alguns trabalhos que estavam muito abaixo da média e criei uma tabela justa (nem sempre o que o mercado está habituado a cobrar é justo. As vezes os valores estão muito acima ou abaixo da realidade). Hoje, se alguém me solicita um orçamento, sigo a minha tabela e ponto final. Quem não está disposto a pagar o que você cobra, não merece seu esforço. Mantenha isso em mente.
  • Tirar um tempo para si: ser workaholic é uma coisa muito anos 90, que seguimos até hoje. Ter um tempo para dedicar a si, ficar sem fazer nada, ir no salão de beleza, ler um livro, assistir um filme, ou seja lá aquilo que você gosta de fazer é a regra número um na vida de qualquer pessoa. Mesmo trabalhando loucamente no jornal e tendo minha própria empresa, faço questão de me dar a alguns prazeres, seja tomar um café com um amigo ou ficar sem fazer nada o fim de semana inteiro.
  • Tudo acontece ao seu tempo: se tem uma coisa que trabalhar em jornal me ensinou é que as coisas acontecem quando devem acontecer. E isso vale tanto para as boas quanto para ruins, viu? E cabe a nós ter jogo de cintura para lidar com os desafios, aprender e dar a cara a tapa quando algo não funciona. E não adianta perder o sono à noite. Se for para a solução surgir, ela vem esteja você acordado contando carneirinhos ou no sono mais profundo. Isso não entra para a lista, mas tenha sempre um bloco de notas ao lado da cama para anotar as boas ideias que surgirem durante a noite.
  • Desconectar faz parte: aprendi isso na marra. Estamos ligados 24 horas a um mal chamado smartphone. Tudo acontece em um objeto pequeno, que cabe na palma das nossas mãos, mas que pode controlar a sua vida. Minha dica é desligar isso de vez em quando. Comecei aos poucos, desvinculando o meu email profissional da conta do celular. Depois, programei ele para ficar no modo “não perturbe” depois das 23h. Minha meta de dormir é esse horário, portanto, se não vejo as atualizações chegando, fico com menos vontade de mexer no dito cujo. Meu próximo desafio é deixar de lado o mundo virtual por um fim de semana inteiro.
  • Viajar sozinho é demais: lembro que minha mãe sempre me incentivou a viajar sozinho. Eu achava um absurdo. Nunca havia feito uma viagem muito longa ou pra um lugar muito distante sem a família. Primeiro, em janeiro, fui a Buenos Aires com dois amigos. Adorei a experiência, uma porque acho a cidade incrível e outra porque são duas pessoas super especiais pra mim. Mas em abril, fui pra Milão e Paris sozinho, sem lenço e sem documento (mentira, levei uma mala cheia e um passaporte novo). O medo de encarar um voo de 14 horas sem ninguém conhecido ou de chegar numa imigração sendo tu e tu mesmo é grande. Mas a sensação do pós medo é incrível. Aprendi que viajando sozinho eu faço meu próprio roteiro, sigo meu próprio ritmo e só sou responsável por mim mesmo. Sem contar que tu é obrigado a se virar sozinho numa língua diferente, em culturas desconhecidas e com os mais diversos comportamentos. Conheci gente nova em todos os lugares que fui e ouvi histórias que vou levar pra vida toda. Uma experiência incrível que repito em 2015.
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