A fantástica loja de tênis

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Algumas histórias na moda são capazes de demonstrar que o mercado vai além de uma máquina de fazer dinheiro renovada a cada seis meses (ou menos). Carlos Ruiz, de Buenos Aires, lojista, é uma pessoa comum, mas com uma vida que renderia um livro. Proprietário de uma loja autorizada da Adidas, foi baleado e passou um tempo sem poder tocar seu negócio. Perdeu a licença de venda dos produtos em 1978.

Negou-se a fazer uma liquidação, pois acreditava que os tênis e abrigos da marca tinham um valor agregado alto. Desde então, sua loja se tornou um espaço de colecionador, mesmo não se considerando um. Todos os dias, vai ao local, abre as portas e senta-se em uma cadeira. Alguns turistas encontram o lugar por acaso e conversam com ele.

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Foi em uma dessas visitas por acaso que a história chegou ao conhecimento da equipe de criação da marca. Enviaram representantes argentinos ao local, para confirmar se era real. Em janeiro visitaram a loja, onde buscaram produtos para a exposição Spezial, mostrando peças icônicas e diferentes desenhadas pela empresa durante décadas.

A missão não foi fácil. Ao chegar no local, a equipe se deparou com uma loja antiga, mal cuidada, sem a estrutura das mega stores modernas da marca hoje, não tendo nem ar- condicionado. Logo na vitrina, tênis que não são mais produzidos pela Adidas. Mais complicado do que passar alguns dias encarando o calor de Buenos Aires no auge do verão, foi convencer Ruiz a vender algumas peças.

Resistente, tem poucos clientes. Quando faz uma venda, cobra o valor original, pois sabe que as peças têm alto valor agregado. A própria equipe da Adidas teve dificuldade de conseguir comprar alguns pares dele. Apegou-se a eles como se fossem sua família. Aliás, esse é um dos motivos para manter a loja aberta até hoje. Viúvo e com um filho adulto casado, teme ficar sozinho em casa e vai ao local para ocupar a cabeça.

O sonho de qualquer colecionador está em sua loja, em um bairro decadente de Buenos Aires. Isto se reflete nos produtos, muitas vezes, em pedaços. Para saber mais da história, vale a pena assistir ao filme de 11 minutos abaixo.

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