Coluna Moda Mundo – 10 de outubro

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#MaratonaMude

Uma enxurrada de conhecimento

No último sábado acompanhei, em Porto Alegre, a Maratona Mude, um evento promovido pela Abicalçados e Brazilian Footwear, com o intuito de levar conhecimento nas áreas de tecnologia, criatividade, imagem e branding experience para profissionais da moda. Diversas palestras durante todo o dia mostraram a importância de pensar fora do comum.

A palestra do escritório de estilo WGSN mostrou as principais tendências da temporada de inverno do Hemisfério Norte, que valerão no Brasil em 2015. Destacou quatro macrotendências: Luxe Casual, marcada por um novo minimalismo, o Nouveau Bohemia, que valoriza estampas e trabalho artesanal, Miss Modi, com força na androginia, e Outdoor Urban, vindo de referências esportivas.

Clayton Carneiro e Ítaloo Massaru, diretor criativo e diretor de arte da Vogue Brasil, falaram um pouco sobre a maior revista de moda do país, que está entre as seis mais importantes do mundo, dentro do título. A prioridade ao pensar uma edição é valorizar a cultura local, buscando entender o que as leitoras entendem como moda. A brasilidade é o carro chefe na hora das produções, mesmo usando muitas vezes fotógrafos e modelos internacionais. Em minha próxima coluna publicarei uma entrevista que fiz com Massaru.

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O estilista João Pimenta, que dedica seu trabalho à moda masculina de maneira incomum, falou que em seu processo de criação olha para dentro do país e acha referências para o trabalho. “A mulher se diverte com a moda. O homem tem um limite muito radical, porque acha que a roupa define a sexualidade.” Sobre a ousadia, marca registrada de suas roupas, diz: “Para conseguir emplacar uma ideia, é preciso explicar ela. O argumento é essencial.” Assim, chega a propôr colants e saias masculinas, que caem no gosto de alguns homens.

Pimenta cria tecidos próprios para algumas peças. Em uma de suas coleções, teceu junto ao tecido fios de cabelo e crina de cavalo, em outra, apostou na palha como matéria-prima. Tudo isso chega a suas coleções comerciais. O conceito da passarela, segundo ele, serve de inspiração para as roupas que levará para a loja. O lucro vem, na maioria das vezes, de licenciamento de produtos em parceria com outras empresas.

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Entre os palestrantes estava a lajeadense Roberta Weiand, que já teve passagem pela marca D&G, pertencente à Dolce & Gabbana, e agora trabalha em seu aplicativo, Pret-à-Template, que foi apresentado na ocasião. Um passo importante para uma região onde a moda se mostra em um desenvolvimento moroso e pouco animador.

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