Coluna Moda Mundo – 2 de agosto

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#Mercado

As coleções Cruise

Um novo termo a ser aprendido pelos profissionais da moda: Cruise ou Resort Collection. São coleções criadas por grandes grifes, como Chanel e Dior, para atender a suas clientes que tiravam férias fora de época e viajavam para locais quentes. Por exemplo, a parisiense que decidia visitar o Brasil em dezembro, período de calor por aqui e frio por lá, encontraria nas araras peças leves e coloridas, prontas para embelezar o verão.

Mas essas coleções se tornaram mais importantes do que se podia imaginar. Não demorou para se tornarem essenciais para as marcas. Com a globalização da moda e o crescimento do consumo no Hemisfério Sul, com destaque para a América do Sul, as Cruise Colections viraram uma arma capaz de alavancar as vendas nestes locais. Como a coleção vigente é sempre o oposto do Hemisfério Norte (em dezembro poucas pessoas se animam a comprar roupas invernais), existem opções a serem oferecidas e brilhar os olhos dessas clientes.

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#MercadoII

Mudança geral

Não só isso obrigou as grifes a fazerem essas coleções com tanto afinco. O crescimento do fast fashion, que oferece novidades a cada semana e desperta o desejo de consumo das clientes, fez buscarem cada vez mais novidades nas lojas. Como as coleções de ready to wear só são lançadas a cada seis meses, servem para apresentar novidades ao mercado nesse meio tempo.

As roupas chegam às araras das lojas em novembro e permanecem por oito meses no caso da grife Chanel e por seis da Dior. Isso é refletido em entusiasmo por parte das clientes e em investimentos nas coleções pelas marcas, que veem suas clientes viajando cada vez mais.

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#MercadoIII

Nas passarelas

A Chanel foi a primeira a apresentar uma coleção Cruise, em 2000. Desde então, não se deixou de mostrar as novidades. As locações para os desfiles são destinos desejo. Los Angeles, Saint-Tropez e Cingapura já foram os cenários escolhidos. Os desfiles são deslumbrantes e ganham a mídia mundial. A escolha por lugares diferentes é para desviar o foco de Paris (onde ocorre a semana de moda que a Maison desfila) e fazer as clientes desejarem viajar.

Na sequência, em 2006, a Dior adotou a metodologia do Resort. Em 2009 decidiram parar de produzir desfiles e apenas apresentar as roupas à imprensa em seu show room. Em 2013, com a assinatura do estilista Raf Simons, decidiu-se voltar e apostar num desfile deslumbrante em Mônaco. O cenário deste ano foi Nova Iorque, com uma apresentação que começou com um almoço e terminou com uma balada.

Mônaco, aliás, foi o destino escolhido para o debut da Louis Vuitton nas coleções Cruise, em maio. Em uma enorme caixa de vidro montada especialmente para a ocasião, as peças leves e fora de época da marca conhecida por sua logo até mais popular do que desejaria a Maison.

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