Paris, je t’aime

Quando surgiu a oportunidade de eu ir a Europa a trabalho, logo decidi que esticaria para Paris. Meu destino profissional foi Milão, onde cobri o Salão do Móvel, principal feira do segmento no mundo. Conhecer a capital francesa era um sonho, quase um delírio para o adolescente que via uma viagem para o exterior como algo impossível até um ano atrás.

Me animei com a ideia, comecei a pesquisar hotéis, programas para fazer, voos e tudo o que se pode imaginar (isso tudo dividirei por aqui em posts futuros). Foi quase um ano nessa “balela” de decidir tudo. Mas, confesso, em vários momentos fiquei apreensivo e, em cima da hora, quase decidi não ir. A fama de que os franceses não gostam de estrangeiros foi um dos motivos mais fortes.

Essa foi a primeira parada em Paris, assim que desembarquei do ônibus que peguei no aeroporto. É a Ópera, que já faz tu babar de vista
Essa foi a primeira parada em Paris, assim que desembarquei do ônibus que peguei no aeroporto. É a Ópera, que já faz tu babar de vista

Além de que, revi o Box de Sex and the City e, na última temporada, quando Carrie vai à Cidade Luz e tem uma experiência traumática, é quase um banho de água fria para quem deseja visitar o local. Além de ter ouvido opiniões desanimadoras de amigos que já haviam ido a Paris e não gostado do local. Fiquei com medo. Isso era potencializado quando pensava que iria para lá sozinho, independente de agência, grupos turísticos e etc.

As passagens de Milão a Paris foram compradas em cima da hora, o hotel garanti com antecedência, porque achei um com bom preço e uma localização bacana. Ainda assim tinha minhas dúvidas se iria ou não. Já na Itália e vendo que poderia me virar perfeitamente sozinho, decidi ir. Tirando a parte que na chegada meus chocolates comprados na Suíça foram apreendidos, de resto foi tudo bem.

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Pisar na esteira que leva do avião ao portão de chegada do aeroporto, ao som de música clássica e com imagens de cidades francesas em cartazes emociona. O que passava na minha cabeça era: “Caraca, estou aqui, realizando meu sonho.”

A viagem que tanto temi estava acontecendo e sendo maravilhosa. Logo me apaixonei pela cidade, pelo ritmo tranquilo das pessoas, pelos prédios e pontos históricos. Meu primeiro programa foi procurar a Torre Eiffel. Confesso que sentei a beira do Rio Sena e chorei. Estava emocionado e feliz por viver aquilo que pensei que nunca fosse fazer.

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Para quem, assim como eu tive, pensar em não ir a Paris, só posso dizer: vá. Será um investimento maravilhoso, ou como eu disse, o “gasto” da minha vida. Não se trata de um destino barato, mas é incrível. O desejo de ficar por lá é grande e voltar ao Brasil, sim, dá uma depressão. Mas, assim como eu, pense: “We’ll always have Paris!”

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