Coluna Moda Mundo – dia 12 de julho

A partir de agora, publicarei na íntegra, e algumas vezes com adicionais, minha coluna do caderno Mais Atual, por aqui. A publicação é no sábado e a atualização no blog será na segunda-feira.

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#Carreira
Os 20 anos de moda de Herchcovitch

Poucos nomes na moda nacional alcançaram a grandiosidade que Alexandre Herchcovitch conquistou. Completando 20 anos de carreira, com sua marca própria vendida para um dos maiores conglomerados fashion do país, assinando linhas de produtos diversos (de móveis a óculos), desfilando suas coleções em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iorque, além de dar palestras em todo o país, fala com franqueza e conhecimento sobre o trabalho no setor.
Em entrevista a revista FFW Mag, contou que o primeiro desafio de sua carreira todos foi decidir o que fazer: roupa, imagem, moda. Depois aprendeu a construir uma roupa, passar do tecido para uma escultura tridimensional. A escola foi a experiência de sua mãe. Anos mais tarde começou a se preocupar em colocar nome nas criações, daí o desafio foi fácil, a dúvida era: a marca teria seu nome próprio ou um novo? Por optar em fazer peças autorais, era natural usar sua assinatura.
Sua característica de criação é procurar sempre uma maneira mais interessante de fazer aquilo que já foi feito. “O corpo não muda, temos dois braços, duas pernas e assim vai… Vestir e despir é um jogo que exercito há anos, ora revelo o corpo com peças ultrassensuais.” Não há muito mais o que inventar na moda. O caminho que decidiu seguir o possibilitou criar além do vestuário, e isso é extremamente importante para quem cria: diversificar.
Vender sua marca não foi missão fácil. Precisou provar o quanto ela valia e como o grupo poderia faturar em cima dela nacional e internacionalmente. Segundo o estilista, existe uma ilusão ao chegar a um valor de uma marca. Quem compra não leva em conta o intangível, o alcance do nome, os anos de branding, o investimento, o quanto ainda se pode faturar com ela, e sim os números reais.
No início, vendeu 70% e ficou com o restante. Percebeu que ter 30% é a mesma coisa que ter 0%, pois era o minoritário, não decidia nada. Hoje é apenas um contratado, sem nenhuma participação, e se considera feliz assim.
Herchcovitch mostra como um estilista se torna uma marca e pode conquistar espaço de maneira criativa em um mercado cheio de criações comerciais e muito preocupado apenas com a venda. Suas coleções são muito elogiadas por críticos de moda e valorizadas pela clientela, que é ampliada pelas parcerias realizadas com marcas de preços mais populares.
Em outra entrevista, essa concedida à TV Cultura, falou sobre a valorização de seu trabalho. Aprendeu, com o tempo, a dar um preço justo a suas criações. No começo, chegava a descontar a mão de obra para não perder clientela. “Com o tempo mudei. Descobri quanto valia e passei a cobrar isso”, conta, dando uma lição a quem cobra preços injustos, prejudicando todo o mercado.

 

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